OCORRÊNCIA DE CONTAMINAÇÕES POR BACTÉRIAS MULTIRRESISTENTES EM LEITOS HOSPITALARES NA AMAZÔNIA DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19
Dados do documento
Resumo
As infecções e colonizações associadas aos cuidados de saúde estão relacionadas com altos índices de morbimortalidade, custando bilhões aos sistemas de saúde. As superfícies inanimadas que cercam os pacientes podem ser facilmente focos de contato e disseminação de bactérias patogênicas. Objetivos: Determinar o fenótipo de susceptibilidade frente aos antimicrobianos de bactérias isoladas antes e depois da desinfecção de leitos em dois hospitais no Sudeste do Pará. Materiais e Métodos: Estudo do tipo descritivo, realizado em dois hospitais no Sudeste do Estado do Pará, um de baixa e média complexidade- hospital A (HA) e outro média e alta complexidade- hospital B (HB). A identificação quanto ao gênero e espécie seguiram as recomendações da ANVISA e para determinação do perfil de susceptibilidade frente aos antimicrobianos as recomendações do BrCAST. Resultados: Das superfícies avaliadas 62,5% (50/80) apresentaram positividade. Dessas verificou-se maior frequência no hospital A 67,5% (27/40). Quanto ao perfil de susceptibilidade das bactérias gram-negativas, observou-se que os isolados nos leitos do hospital A e B apresentaram elevada resistência às cefalosporinas e penicilinas, podendo chegar a 100%. Observou-se também que 54,0% (27/50) das cepas isoladas nos dois hospitais multirresistentes. Conclusão: A resistência bacteriana é um problema emergente de saúde pública que exige esforço para a sua mitigação e foi detectada de forma significativa nos dois hospitais. Portanto, é imprescindível a triagem de leitos para contaminação por cepas MDRs, além da adoção das boas práticas para controle, como a compilação de higiene ambiental, das mãos e culturas de vigilância.