TCC2022

OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÕES EMPÍRICAS E INFECÇÕES CAUSADAS POR BACTÉRIAS MULTIRRESISTENTES EM PACIENTES INTERNADOS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA COVID-19 E NÃO-COVID NO SUDESTE DO PARÁ, NA AMAZÔNIA BRASILEIRA

Dados do documento

Autor(es)
Luana Lopes Nobre; Mateus Pereira Mundoca; Mateus Taborda Cachoeira
Orientador(es)
Edlainny Araujo Ribeiro
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2022
Data de publicação
11 de novembro de 2022
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Redenção
Palavras-chave
COVID-19. Infecções bacterianas secundárias. Medicina baseada em evidências.

Resumo

RESUMO
Objetivos: Esse estudo tem como objetivo comparar o perfil clínico, epidemiológico e laboratorial das infecções ou colonizações bacterianas entre os pacientes internados em UTI Covid-19 e não-Covid no Sudeste do Estado do Pará, Brasil. Métodos: Trata-se de um estudo do tipo analítico retrospectivo, realizado a partir de análises de prontuários eletrônicos e laudos microbiológicos de pacientes internados em UTI devido a complicações associadas a Covid-19 e outras causas, no período de março de 2020 a dezembro 2021 em um hospital regional localizado no Estado do Pará na Amazônia brasileira. A amostra é composta por dados de prontuário de 343 pacientes, coletados após aprovação no Comitê de Ética e Pesquisa sob parecer nº 5281433. Na coleta foram analisados os dados presentes nos laudos de culturas bacteriológicas e antibiogramas, a fim de caracterizar o perfil clinico- epidemiológico dos pacientes. Os dados foram transferidos e tabulados em bancos de dados no Software Microsoft Excel 2019 para análise estatísticas descritivas e associativas utilizando o Software estatística Stata 17.0. Resultados: Do total da amostra, 59,5% dos pacientes estavam internados na UTI- Covid e 40,5% em UTI não-Covid. A maioria dos indivíduos internados em UTI-Covid e UTI não-Covid apresentavam idade entre 66 e 78 anos e 54 e 66 anos, respectivamente. O tempo de internação em UTI-Covid foi menor que 15 dias, enquanto em UTIs não Covid-19 foi de 15 a 30 dias. Cerca de 64% dos pacientes internados em UTIs Covid-19 tiveram o óbito como desfecho, enquanto 58% dos internados em UTI não Covid-19 tiveram alta. As comorbidades mais prevalentes em ambas UTIs foram as doenças do aparelho circulatório. As bactérias gram-negativas foram as mais frequentes em ambas, presentes em 63,1% das culturas analisadas. Com relação ao perfil fenotípico de resistência destaca-se a produção de Carbapenemases detectada em 43,0% das culturas analisadas. A multirresistência frente aos antimicrobianos foi mais frequente na UTI não-Covid 55,7%. Em relação a prescrição de antimicrobianos nota-se que tanto entre a UTI Covid-19, quanto entre a UTI não-Covid-19, a maioria das prescrições foram empíricas. Conclusão: A recorrência de infecções secundárias e colonizações bacterianas em pacientes internados em UTI- Covid e não-Covid não devem ser subestimadas. E o conhecimento acerca do perfil clínico, microbiológico e de resistência bacteriana, traz à tona a necessidade da formulação de estratégias holísticas e assertivas para controle e mitigação dessas problemáticas, contribuindo para o melhor prognóstico dos pacientes e melhoria da qualidade e segurança dos pacientes.
Palavras-chave: COVID-19; Infecções bacterianas secundárias. Resistência a Múltiplos Medicamentos; Medicina baseada em evidências.