OS IMPACTOS COMPORTAMENTAIS DO USO PROLONGADO DO TEMPO DE TELAS EM CRIANÇAS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
Dados do documento
Resumo
Objetivo: analisar os impactos comportamentais associados ao uso excessivo de tempo de tela em crianças.
Fonte dos dados: foi realizada uma revisão sistemática nas bases PubMed, PsycNet, SciELO e LILACS, com os descritores “Screen Time”, “Behavioral Symptoms” e “Child Development”, combinados com o operador booleano AND. Foram incluídos estudos quantitativos dos anos entre 2020-2025 com amostras exclusivamente infantis que investigaram a relação entre tempo de tela e alterações comportamentais. Foram excluídos estudos com adolescentes, revisões, artigos não disponibilizados na íntegra, investigações com foco exclusivo em linguagem, doenças específicas ou sem dados comportamentais.
Síntese dos dados: foram identificados 3517 artigos, dos quais 572 eram duplicados. Após leitura de títulos e resumos, 49 estudos foram selecionados para leitura completa, resultando na inclusão de 10 artigos. Os estudos demonstraram associação entre tempo excessivo de tela e comportamentos externalizantes (agressividade, impulsividade e desatenção), bem como internalizantes (tristeza, isolamento social e instabilidade emocional). O uso precoce e não supervisionado também esteve relacionado a distúrbios do sono e dificuldades nas habilidades sociais. Apesar da variabilidade metodológica, os achados convergem quanto aos prejuízos comportamentais.
Conclusões: o uso prolongado e não supervisionado de telas está associado a diversos prejuízos comportamentais em crianças. Estratégias de mediação parental e políticas públicas são fundamentais para mitigar esses efeitos e promover o desenvolvimento emocional e social saudável.