PÊNFIGO PARANEOPLÁSICO: RELATO DE CASO
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Resumo
Introdução: O pênfigo paraneoplásico é uma doença autoimune maligna associada a um tumor oculto ou previamente diagnosticado, caracterizada por achados clínicos, histológicos e imunológicos bem definidos. Manifesta-se por lesões cutâneas polimórficas e erosões nas mucosas oral e genital que são refratárias aos tratamentos convencionais. A histologia pode variar, incluindo acantólise ou dermatite liquenoide, e os autoanticorpos circulantes são uma característica constante que confirma o diagnóstico. Objetivo: Relatar o caso de uma mulher negra de 69 anos, dona de casa, protestante, natural do Rio de Janeiro, residente de Mesquita, sem comorbidades prévias, que foi levada à emergência do Hospital Municipal Souza Aguiar devido ao agravamento de um quadro de 4 meses de evolução de vesículas e bolhas que progrediram para úlceras, afetando principalmente mucosa oral e conjuntival, além de lesões ulceradas e hiperqueratósicas em regiões palmar, plantar, abdominal e vulvar. Além das manifestações cutâneas, apresentou significativa perda de peso e negou outras queixas gastrointestinais, articulares ou cardiorrespiratórias. Após a admissão, suporte clínico e conduta inicial guiada por parecer do serviço externo de dermatologia, foi submetida a biópsia cutânea, com resultado compatível com pênfigo paraneoplásico, e biópsia de massa intraperitoneal, com resultado compatível com linfoma não-Hodgkin, fenótipo tipo B folicular, grau I. Método: Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo. Conclusão: O pênfigo paraneoplásico, embora raro, deve ser considerado no diagnóstico diferencial de manifestações mucocutâneas, podendo auxiliar na detecção de uma neoplasia oculta e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida do paciente.