TCC2018

PÊNFIGO PARANEOPLÁSICO: RELATO DE CASO

Dados do documento

Autor(es)
Raphaela Freire Goulart Antas Veiga; Vanessa Carolina Tavares Pereira
Orientador(es)
Bruno Eduardo Morais Nunes
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2018
Data de publicação
28 de abril de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Penfigo paraneoplasico. Neoplasia oculta. Linfoma nab-Hodgkin. Autoanticorpos.

Resumo

Introdução: O pênfigo paraneoplásico é uma doença autoimune maligna associada a um tumor oculto ou previamente diagnosticado, caracterizada por achados clínicos, histológicos e imunológicos bem definidos. Manifesta-se por lesões cutâneas polimórficas e erosões nas mucosas oral e genital que são refratárias aos tratamentos convencionais. A histologia pode variar, incluindo acantólise ou dermatite liquenoide, e os autoanticorpos circulantes são uma característica constante que confirma o diagnóstico. Objetivo: Relatar o caso de uma mulher negra de 69 anos, dona de casa, protestante, natural do Rio de Janeiro, residente de Mesquita, sem comorbidades prévias, que foi levada à emergência do Hospital Municipal Souza Aguiar devido ao agravamento de um quadro de 4 meses de evolução de vesículas e bolhas que progrediram para úlceras, afetando principalmente mucosa oral e conjuntival, além de lesões ulceradas e hiperqueratósicas em regiões palmar, plantar, abdominal e vulvar. Além das manifestações cutâneas, apresentou significativa perda de peso e negou outras queixas gastrointestinais, articulares ou cardiorrespiratórias. Após a admissão, suporte clínico e conduta inicial guiada por parecer do serviço externo de dermatologia, foi submetida a biópsia cutânea, com resultado compatível com pênfigo paraneoplásico, e biópsia de massa intraperitoneal, com resultado compatível com linfoma não-Hodgkin, fenótipo tipo B folicular, grau I. Método: Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo. Conclusão: O pênfigo paraneoplásico, embora raro, deve ser considerado no diagnóstico diferencial de manifestações mucocutâneas, podendo auxiliar na detecção de uma neoplasia oculta e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida do paciente.