Dissertações2013

PERCEPÇÃO DE PROFISSIONAIS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA SOBE O ATENDIMENTO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA.

Dados do documento

Autor(es)
Thais Alexandre de Oliveira
Orientador(es)
Gerardo Vasconcelos Mesquita
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2013
Data de publicação
22 de abril de 2014
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Saúde da Família. Emergência. Percepção. Urgência.

Resumo

Urgência e emergência constituem situações que exigem rápida intervenção e, pela proximidade com a comunidade, a equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF) deve estar apta a solucionar essas circunstâncias. Desse modo, este estudo teve como objetivo a percepção de profissionais da Estratégia Saúde da Família sobre o atendimento de urgência e emergência e objetivou caracterizar os sujeitos do estudo; descrever essa percepção por meio das condutas adotadas, dificuldades e formas de enfrentamento; analisar a percepção desses profissionais e sua relação com a qualidade do atendimento prestado; e elaborar um manual de orientação de atendimento e referenciamento das situações prevalentes de urgência e emergência. Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem qualitativa, com 70 médicos e enfermeiros, membros efetivos das equipes de ESF na zona urbana da região sudeste de Teresina-PI. Os dados foram produzidos por meio de entrevista, processados pelo software IRAMUTEQ® e analisados pela Classificação Hierárquica Descendente. Os resultados foram apresentados em cinco classes relacionadas à urgência e emergência, a saber: classe 1, atendimento na ESF; classe 2, formas de enfrentamento dos profissionais da ESF; classe 3, legislação e educação permanente na ESF; classe 4, estrutura organizacional da ESF e classe 5, urgências e emergências mais frequentes. Predominaram especialistas, de 20 a 30 anos de idade, com 10 a 12 anos de serviço e responsáveis pelo atendimento de 800 mil famílias, cujos depoimentos evidenciaram a desarticulação da rede de atenção às urgências e emergências na capital, sob percepções de tal atendimento como rotineiro e importante, mas deficitário, pela carência de carga horária e estrutura física adequadas, além de recursos físicos e materiais insuficientes, encaminhamentos frequentes e baixa mão de obra qualificada, pelo conhecimento técnico-legislativo das situações de assistência imediata. Evidencia-se a necessidade de adoção de políticas publicas que visem referenciamento e contra-referenciamento apropriados, o cumprimento legal e a otimização do acolhimento em urgência e emergência na atenção básica, por meio de investimentos na infraestrutura, materiais e equipamentos, bem como na capacitação dos profissionais, a fim de efetivar a participação da ESF nas redes de atenção do Sistema Único de Saúde(SUS) na melhoria assistencial da população.