PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA SOBRE A AVALIAÇÃO DOS CONTATOS DE TUBERCULOSE
Dados do documento
Resumo
Introdução: O controle adequado da tuberculose passa pelo diagnóstico e tratamento precoces e, para isso, o rastreio deve ser otimizado. Observa-se que essa importante estratégia ainda é negligenciada pelos profissionais de saúde e, conseqüentemente, repercute no controle da tuberculose no Brasil. Objetivos: Descrever a percepção dos profissionais da Estratégia Saúde da Família sobre a avaliação dos contatos de tuberculose e construir um aplicativo móvel sobre avaliação de contatos de tuberculose para os profissionais da Estratégia Saúde da Família. Método: O presente estudo caracteriza-se por ser do tipo descritivo e de abordagem qualitativa, realizado com profissionais médicos e enfermeiros da Estratégia Saúde da Família de uma capital do nordeste Brasileiro, de julho a setembro de 2019. Realizou-se uma entrevista de forma individual com os profissionais onde foram questionados sobre a avaliação dos contatos de tuberculose, além do diagnóstico e tratamento da tuberculose latente. Os dados foram organizados, processados e analisados utilizando o software IRAMUTEQ e os dados analisados por meio da Classificação Hierárquica Descendente. Resultados: A forma com que as classes se comportaram demonstram que o material sofreu partições consecutivas em três eixos: o primeiro relacionado ao controle da tuberculose na Atenção Básica (classe 1), o segundo envolve a detecção da tuberculose e sinais clínicos (classe 2) e o terceiro que engloba as demais classes (classes 3, 4, 5 e 6) trazendo os aspectos sobre manejo e avaliação dos contatos de pessoas com tuberculose. A compilação dessas classes aponta que a avaliação dos contatos de TB, pelos profissionais da ESF, segue os protocolos do Ministério da Saúde, porém, é possível observar algumas dificuldades com relação ao recrutamento dos contatos e ao manejo da ILTB no que concerne ao conceito em si, as formas de diagnóstico e o tratamento. A partir dessas dificuldades, o aplicativo foi desenvolvido. Conclusão: A avaliação dos contatos e o manejo da ILTB por profissionais de saúde da ESF ainda é deficiente e o aplicativo desenvolvido visou orientar esses profissionais quanto a triagem, intervenção, educação em saúde, acessibilidade e humanização no atendimento aos contatos de tuberculose. O aplicativo poderá prevenir erros humanos e aumentar a qualidade da assistência, visto que o aplicativo é uma inovação, pois não há relatos na literatura sobre aplicativos de saúde que orientem a prática diária dos profissionais de saúde no rastreamento de contatos e manejo da ILTB.