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PERFIL DA MORTALIDADE POR LESÕES AUTOPROVOCADAS NO ESTADO DO PIAUÍ

Dados do documento

Autor(es)
Letícia de Carvalho Marques; Ana Paula Neiva Nunes Morais; Francisco de Assis Cosme Júnior
Orientador(es)
Maurílio Batista Lima
Tipo do documento
Artigos
Ano de publicação
2024
Data de publicação
28 de novembro de 2024
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Tentativa de Suicídio. Mortalidade. Hospitalização. Epidemiologia.

Resumo

Objetivo: Analisar o perfil clínico e epidemiológico da mortalidade por lesões autoprovocadas no estado do Piauí, de 2012 a 2021. Métodos: Estudo epidemiológico, documental e transversal, de caráter descritivo, com dados do Sistema de Informação de Mortalidade do Sus (DATASUS), sobre lesões autoprovocadas. Resultados: Foram verificadas 2.728 notificações de óbitos por lesões autoprovocadas intencionalmente, no Piauí, com uma média anual de 272,8 casos, predominando os indivíduos do sexo masculino (79,2%), na faixa etária de 20-29 anos (24,2%), de cor/raça parda (68,9%), escolaridade de 1 a 3 anos (27,3%) e 1.123 casos eram indivíduos solteiros (41,2%). O ambiente domiciliar foi o local mais frequente dessas ocorrências (71,0%); e o meio mais utilizado foi enforcamento, estrangulamento e sufocação (X70), com 2.127 notificações (77,9%). Houve predominância de casos na macrorregião de saúde do Meio Norte (43,5%) e no município de Teresina, com 773 (28,3%) ocorrências. Conclusão: Ao longo dos anos, o Piauí observou um aumento na mortalidade por suicídio, com um perfil predominante de adultos jovens do sexo masculino, solteiros, com baixa escolaridade e identificados como pardos. A maior parte desses óbitos ocorreu em ambientes domésticos, e as lesões autoprovocadas mais comuns foram por enforcamento, estrangulamento e sufocação.