TCC2024

PERFIL DE ATENDIMENTO INICIAL DO SAMU AO POLITRAUMATIZADO DIRECIONADO AO HOSPITAL DO JURUÁ NO ACRE, ENTRE OS ANOS DE 2020 A 2022

Dados do documento

Autor(es)
Maria Eduarda Messias Machado de Queiroz; Suzane Brito de Sá Câmara
Orientador(es)
Elizabeth Amélia Alves Duarte
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
01 de outubro de 2024
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Cruzeiro do Sul
Palavras-chave
Traumatismo Múltiplo. Atendimento ao Trauma de Trânsito. Serviços Médicos de Emergência.

Resumo

Historicamente as lesões traumáticas configuram como problema de saúde pública mundial. No Brasil, os agravos a saúde por politraumas são peculiares aos fatores demográficos de cada região, os quais contribuíram para implementação do SAMU-Serviço de Atendimento Móvel de Urgência em 2003. Conhecer o perfil das ocorrências por politraumatismos cadastradas no banco de dados (ESUS SAMU),entre os anos de 2020 a 2022, para os atendimentos aos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Rodrigues Alves que abrangem o Vale do Juruá. Cujos demandas são direcionadas pelo SAMU ao Hospital Regional do Juruá, sediado em Cruzeiro do Sul, Acre, Brasil. Nos três anos abrangidos na pesquisa o número de ocorrências por politraumatismos atendidos pelo SAMU foi de homens, jovens adultos e adolescentes em decorrência de fratura de punho, traumas por animais e trauma cranioencefálico (TCE). Já noano de 2020 mais de 50% dos chamados decorreu por trauma fratura de antebraço e clavícula. O atendimento do SAMU compõe a parte mais importante do primeiro atendimento após um trauma, desta forma, é decisivo que as equipes de saúde estejam atualizadas com as descobertas mais recentes a fim de proporcionar o melhor atendimento possível aos pacientes em situações críticas. O atendimento rápido e eficiente de pacientes com trauma é um fator determinante para que as condutas definitivas, intra-hospitalar, resultem em melhor prognóstico. O manejo do paciente politraumatizado é um complexo desafio para os socorristas, exigindo uma abordagem multidisciplinar pelas equipes de saúde. Sobretudo, em cidades geograficamente “isoladas” como algumas cidades do Norte do Brasil como, Cruzeiro do Sul no Acre, onde há déficit de rede de atendimento hospitalar e profissionais de saúde.