PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA DENGUE NO ESTADO DO PARÁ, BRASIL
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Resumo
A dengue recebe influência de diversos fatores condicionantes, como as alterações climáticas, temperatura, pluviosidade e umidade do ar, que são determinantes para as variações anuais nas taxas de transmissão da doença. Diante disso, o estudo tem o objetivo de identificar variáveis sociodemográficas e perfil clinico dos pacientes com dengue no Estado do Pará entre os anos de 2014 a 2024. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e com abordagem quantitativa, com o intuito de avaliar o perfil epidemiológico da dengue na região. A partir dos resultados, percebeu-se que os anos de 2015, 2016 e 2017 foram os anos com maiores notificações de dengue, sendo a maioria do sexo feminino e com a faixa etária de 20 a 39 anos. Em relação ao critério para obtenção do diagnóstico foi através do clínico-epidemiológico, sendo mais predominante a dengue clássica, porém, um fator preocupante é que houve muitos casos inconclusivos. No que se refere a internação, a maior parte não houve a necessidade de haver a hospitalização. O Aedes aegypti tem como característica a infestação das larvas em reservatórios de água em residências em que há água parada. Por isso, a adoção de medidas para evitar esse problema, são necessárias. Entre esses cuidados, é importante que a equipe de saúde oriente a população sobre a importância de evitar o acúmulo de água parada, como em vasos de plantas, baldes, pneus ou outro objeto que possa ser propicio para isso, pois é a principal forma em que os mosquitos se desenvolvem.