TCC2021

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA LEISHMANIOSE VISCERAL NO BRASIL NO PERÍODO DE 2007 A 2017.

Dados do documento

Autor(es)
Jordana Lucio Garcia; Noely de Carvalho Leite
Orientador(es)
Itamar Gonçalves
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2021
Data de publicação
31 de dezembro de 2020
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Palmas
Palavras-chave
Leishmaniose visceral. Epidemiologia. Doenças Negligenciadas. Zoonose.

Resumo

A Leishmaniose Visceral (LV) é uma antropozoonose generalizada, de evoluçãocrônica e sistêmica, que, apesar de ser passível de tratamento e cura, possuielevadas taxas de incidência e letalidade. Tipicamente, afeta paísessubdesenvolvidos, com uma preferência pela população mais vulnerávelsocioeconomicamente, e possui ampla distribuição territorial, sendo o Brasil um dosprincipais países acometidos. Objetivo: analisar dados epidemiológicos da doençano país no período estabelecido. Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológicodescritivo, realizado a partir de busca de dados de acesso livre do Sistema deInformação de Agravos de Notificação no período de janeiro de 2007 a dezembro de2017. Resultados e discussões: No intervalo em questão, foram documentados40.786 casos de LV, com uma variação pouco heterogênea entre os anosestudados. Destes, 2011 registrou o maior número de casos, contando com 4.039registros. As populações mais afetadas incluem: sexo masculino (média de 2.362casos/ano), faixa etária de 1-4 anos (média de 978 casos/ano), raça parda (médiade 2.750 casos/ano) e baixa escolaridade – a maioria entre a primeira e a quartasérie (média de 405 casos/ano). Além disso, excluindo-se os casosignorados/brancos, 10% do total dos indivíduos apresentaram coinfecção da LV comHIV. A região Nordeste demonstrou maior incidência da doença, com 52,7% do totaldos casos. O principal estado atingido é o Maranhão, que apresentou um número de6.070 casos durante o período estudado. Conclusão: Considerando a relevância doalto número de casos apontados nesse trabalho, mostra-se necessária aimplantação de políticas públicas voltadas para a prevenção da transmissão, buscaativa de casos e educação em saúde. Nesse quadro, para maior eficácia, deveexistir integração entre vigilância epidemiológica e assistência clínica, acesso aosserviços, capacitação dos profissionais e empoderamento da população.