PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS INTERNAÇÕES POR SÍFILIS CONGÊNITA NO ESTADO DO PIAUÍ, BRASIL, 2016–2025
Dados do documento
Resumo
Objetivos: Descrever o perfil epidemiológico das internações hospitalares por sífilis congênita no estado do Piauí, Brasil, no período de 2016 a 2025. Materiais e métodos: Estudo ecológico, descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa, baseado em dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), disponibilizados pelo DATASUS. Foram incluídas internações hospitalares registradas com diagnóstico principal de sífilis congênita (CID-10: A50), ocorridas entre 2016 e 2025 no estado do Piauí. As variáveis analisadas incluíram número anual de internações, distribuição segundo sexo e macrorregião de saúde, valor total das internações e média de permanência hospitalar. Os dados foram organizados no Microsoft Excel e analisados descritivamente no GraphPad Prism 11. Resultados: No período analisado, foram registradas 4.590 internações hospitalares por sífilis congênita no Piauí. O maior número de internações ocorreu em 2021 (n=597) e o menor em 2016 (n=161), evidenciando manutenção das hospitalizações ao longo da série histórica. Houve discreto predomínio do sexo feminino (51,8%). A macrorregião Meio Norte concentrou a maior proporção das internações (64,2%), seguida pelas macrorregiões Litoral (20,9%), Cerrados (8,9%) e Semiárido (5,9%). O valor total das internações no período correspondeu a R$ 2.604.818,43. A média geral de permanência hospitalar foi de 9,3 dias. Conclusões: Os achados reforçam a necessidade de fortalecimento da atenção primária, ampliação do diagnóstico precoce, garantia do tratamento oportuno das gestantes e de seus parceiros e integração entre vigilância e assistência, visando à redução das internações e ao controle da transmissão vertical.