TCC2026

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS INTERNAÇÕES POR SÍFILIS CONGÊNITA NO ESTADO DO PIAUÍ, BRASIL, 2016–2025

Dados do documento

Autor(es)
Érika Maria Ferreira Barbosa; Erika Vitória Alves Soares
Orientador(es)
Júlio César Ayres Ferreira Filho
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
08 de setembro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Sífilis Congênita. Epidemiologia. Hospitalização. Saúde Materno-Infantil. Atenção Primária à Saúde.

Resumo

Objetivos: Descrever o perfil epidemiológico das internações hospitalares por sífilis congênita no estado do Piauí, Brasil, no período de 2016 a 2025. Materiais e métodos: Estudo ecológico, descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa, baseado em dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), disponibilizados pelo DATASUS. Foram incluídas internações hospitalares registradas com diagnóstico principal de sífilis congênita (CID-10: A50), ocorridas entre 2016 e 2025 no estado do Piauí. As variáveis analisadas incluíram número anual de internações, distribuição segundo sexo e macrorregião de saúde, valor total das internações e média de permanência hospitalar. Os dados foram organizados no Microsoft Excel e analisados descritivamente no GraphPad Prism 11. Resultados: No período analisado, foram registradas 4.590 internações hospitalares por sífilis congênita no Piauí. O maior número de internações ocorreu em 2021 (n=597) e o menor em 2016 (n=161), evidenciando manutenção das hospitalizações ao longo da série histórica. Houve discreto predomínio do sexo feminino (51,8%). A macrorregião Meio Norte concentrou a maior proporção das internações (64,2%), seguida pelas macrorregiões Litoral (20,9%), Cerrados (8,9%) e Semiárido (5,9%). O valor total das internações no período correspondeu a R$ 2.604.818,43. A média geral de permanência hospitalar foi de 9,3 dias. Conclusões: Os achados reforçam a necessidade de fortalecimento da atenção primária, ampliação do diagnóstico precoce, garantia do tratamento oportuno das gestantes e de seus parceiros e integração entre vigilância e assistência, visando à redução das internações e ao controle da transmissão vertical.