PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE ÓBITO INFANTIL EM GESTANTES NA CIDADE DE TERESINA - PI DE 2018 A 2022
Dados do documento
Resumo
Introdução: Óbito infantil se caracteriza naquelas crianças com menos de um ano de vida. Nesse viés, a mortalidade infantil é um dos preditores acerca da saúde pública. A análise dos óbitos infantis reflete vários fatores de ordem socioeconômicos, por isso, permitem avaliar as políticas públicas relacionadas à criança, assim como as políticas oferecidas as gestantes durante o pré-natal e no momento do parto. Assim, o objetivo geral do estudo é identificar o perfil epidemiológico dos óbitos infantis nas gestantes de 2018 a 2022. Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e retrospectivo, com delineamento quantitativo, no qual se utilizou dados secundários da base do Sistema de Informações em Saúde, disponível no departamento de Informática do SUS, além do Sistema de Informações sobre Mortalidade e o Sistema de Informações de Nascidos Vivos. Foram coletados dados referentes aos óbitos infantis ocorridos e notificados na cidade de Teresina, Piauí, no período de 2018 a 2022. Resultados e Discussão: A maior parte dos óbitos infantis, as gestantes se autodeclaravam pardas (84,79%), seguido de 14,45% em pacientes brancas, 0,60% em autodeclaravam pretas, 0,15% eram. Sendo o parto cesáreo, o tipo de parto com mais óbitos (60,78%). Contudo, os dados são insuficientes para estabelecer uma relação direta entre o tipo de parto e o óbito infantil. A maior prevalência de óbitos fetais foi em gestantes entre 20 a 34 anos de idade com parto tipo vaginal (23,54%), contra 24,92% com partos cesáreos, seguido por mulheres dos 25 aos 29 anos, tanto no parto vaginal (23,44%) quanto no parto cesáreo (21,17%). Com relação à escolaridade, a menor taxa de mortalidade infantil (média de 8,47%), foi em crianças com mães de 1 a 3 anos de estudo, seguido de mães com 12 anos ou mais de escolaridade (14,42%). Contudo, observa-se que as mães com escolaridade de 8 a 11 anos apresentaram as maiores taxas de óbitos infantis (média de 47,87%), seguido das mães com 4 a 7 anos de estudo (média de 29,22%). Quanto ao peso ao nascer, os extremos apresentaram menores taxa de mortalidade, 3,248% (<500g) e de 3,50% (≥ 4000g). Nesse contexto, as maiores taxas foram das crianças com 1500 a 2499g (28,024%), seguida das crianças dos 500 a 999g (23,494%). Os casos de óbitos infantis foram mais prevalentes em gestantes que apresentaram gestação única, (média de 90,826%). Por fim, as principais causas da mortalidade infantil em gestantes de 2018 a 2022, foram afecções no período perinatal, sendo elas transtornos relacionados à duração da gravidez, traumatismo ocorrido durante o nascimento, hipóxia intrauterina e asfixia ao nascer, desconforto (angústia) respiratório(a) do recém-nascido, pneumonia congênita. Conclusão: Identificou-se que o perfil epidemiológico das gestantes que apresentaram óbitos infantis são de cor parda, de idade entre 20 a 34 anos, 8 a 11 anos de escolaridade, gestação única, cujo parto foi via vaginal e as principais causas desses óbitos foram afecções no período perinatal, peso ao nascer predominante foi entre 1500 e 2499.