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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM SÍFILIS CONGÊNITA EM UM MUNICÍPIO DO ESTADO DO PARÁ, BRASIL

Dados do documento

Autor(es)
Janaína Souza de Oliveira Queiroz; Karen Carneiro da Silva; Magda Bispo Paulino de Souza Fantinelli
Orientador(es)
Roberto Silva Almeida Junior
Tipo do documento
Artigos
Ano de publicação
2023
Data de publicação
01 de junho de 2023
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Redenção
Palavras-chave
Sífilis congênita. Transmissão vertical. Cuidado Pré-Natal.

Resumo

RESUMO: A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum. No que diz respeito sobre a sífilis congênita é o resultado da disseminação hematogênica T. pallidumda gestante infectada não tratada ou inadequadamente tratada para o concepto por via transplacentária.

OBJETIVO: conhecer o perfil epidemiológico das notificações compulsórias de sífilis congênita notificadas no município de Redenção, no período de 2011 a 2021.

METODOLOGIA: Estudo epidemiológico, descritivo, de coleta retrospectiva, com uso de dados anuais obtidos a partir da base de dados do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizados pelo Sistema de Departamento de Estatística do Sistema Único de Saúde (DATASUS) dentre os períodos de 2011 a 2021, município de Redenção, no estado do Pará. As variáveis estudadas foram: faixa etária, sexo, raça/ cor, se realizou o pré-natal, o diagnóstico e evolução do agravo notificado.

RESULTADOS: No período analisado foram registrados 83 casos de Sífilis Congênita (SC) no período analisado. Com base na faixa etária da criança, houve maior ocorrência 89,15% (n=74) corresponde a até 6 dias e observou-se que 80,7%(n=67) das mães realizaram o pré-natal corretamente, e 39,75% (n=33) das gestantes obtiveram o diagnóstico durante o pré-natal. Em relação à etnia, houve predomínio de pessoas pardas 93,4% (n=78), não houve diferença entre o sexo. Quanto a evolução, constatou-se que 96,39% (n=80) nasceram vivos.

DISCUSSÃO: A distribuição espacial da sífilis congênita em uma região do sul do Pará, é possível observar que a sífilis congênita foi prevalente em lactentes até 6 dias de vida, de genitoras pardas, na qual realizaram o pré-natal regularmente e obtiveram o diagnóstico no rastreamento preconizado.

CONCLUSÃO: É indispensável garantir diagnóstico e tratamento eficaz de gestantes e dos parceiros. Ademais, realizar o registro dos procedimentos na caderneta de pré-natal. Tais condutas contribuem para impedir que o recém-nascido seja submetido a intervenções desnecessárias.