TCC2025

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2 EM IDOSOS NO BRASIL: REVISÃO DE LITERATURA

Dados do documento

Autor(es)
Jerônimo Machado Rangel
Orientador(es)
Luciana de Andrade Agostinho
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
29 de junho de 2025
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Itaperuna

Resumo

O  diabetes  mellitus  tipo  2  (DM2)  é  altamente  prevalente  na  velhice  e  responde  por parcela  expressiva  da  carga  de  doenças  crônicas,  impulsionado  por  envelhecimento populacional,  transição  nutricional  e  aumento  da  adiposidade.  Entre  idosos  no  Brasil,  o DM2  coexiste  com  multimorbidade  e  polifarmácia,  afetando  funcionalidade,  uso  de serviços  e  custos  em  saúde.  Nesse  contexto,  justifica-se  sintetizar  o  perfil epidemiológico  recente  do  DM2  em  idosos  no  país.  Descrever  o  perfil  epidemiológico do  diabetes  mellitus  tipo  2  (DM2)  em  idosos  (≥60  anos)  no  Brasil  entre  2015  e  2025, sintetizando  estimativas  de  prevalência,  fatores  associados  e  implicações assistenciais.  Realizou-se  revisão  de  literatura  nas  bases  PubMed  e  SciELO (2015–2025),  combinando  descritores  relativos  a  DM2,  idosos  e  Brasil.  Incluíram-se estudos  observacionais  com  dados  de  prevalência  ou  incidência  de  DM/DM2,  bem como  estimativas  autorreferidas,  em  amostras  brasileiras  de  idosos.  Foram  extraídos local  do  estudo,  delineamento,  tamanho  amostral,  critério  diagnóstico,  medidas  de frequência  e  principais  achados.  Ao  final,  14  estudos  foram  incluídos  (transversais, séries  temporais  e  coortes).  As  prevalências  em  idosos  variaram  de  17%  a  26%, alcançando  aproximadamente  28%  em  2021  nas  capitais  brasileiras,  com  tendência ascendente  até  2014  e  estabilização  em  patamar  elevado  desde  2015.  Entre octogenários,  a  prevalência  foi  em  torno  de  20%  (PNS  2019).  Circunferência  da  cintura aumentada,  obesidade  e  hipertensão  associaram-se  de  forma  consistente  ao  DM2  e  à incidência  em  segmentos  de  cerca  de  quatro  anos.  Observou-se  elevada  frequência de  multimorbidade  e  polifarmácia,  e  adesão  terapêutica  em  torno  de  52%  em  amostra comunitária.  Em  coorte  de  base  populacional,  o  DM2  associou-se  a  maior  mortalidade, enquanto  perda  ponderal  não  intencional  indicou  pior  prognóstico.  Análises  de  custos hospitalares  sugeriram  potencial  da  Atenção  Primária  à  Saúde  (APS)  para  reduzir internações  sensíveis.  O  DM2  em  idosos  no  Brasil  mantém  prevalência  elevada,  com recente  estabilização  em  níveis  preocupantes.  Fatores  cardiometabólicos, multimorbidade  e  adesão  subótima  sustentam  a  carga  de  doenças.  Estratégias custo-efetivas  incluem  vigilância  contínua  com  indicadores  funcionais,  simplificação terapêutica  e  coordenação  do  cuidado  na  APS,  com  priorização  de  subgrupos vulneráveis (≥80 anos, baixa escolaridade e adiposidade central).