PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO HIV/AIDS DA 7ª REGIONAL DE SAÚDE DO ESTADO DO PARANÁ, NO PERÍODO DE 2009-2019
Dados do documento
Resumo
Introdução: No Brasil, a Aids se apresenta como um problema de saúde pública que possui características epidemiológicas distintas em todo o território nacional. Sabe-se que programas de prevenção são cruciais na redução da incidência da mesma. Dessa maneira, conhecer seu perfil epidemiológico é primordial para gerenciamento e planejamento em saúde, aprimorando a assistência à saúde. Objetivos: Realizar uma análise epidemiológica da população diagnosticada com Aids na 7ª Regional de Saúde no estado do Paraná, Brasil, entre os anos de 2009 a 2010. Materiais e Métodos: Estudo epidemiológico observacional do tipo descritivoretrospectivo, com abordagem quantitativa, realizado a partir de dados secundários de notificação dos casos de Aids do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis disponibilizado pelo Ministério da Saúde entre 2009 e 2019, frente as seguintes variáveis: detecção geral; detecção por gênero; gestantes infectadas; raça/cor; escolaridade e categoria de exposição hierarquizada. Foi realizada uma análise estatística descritiva por meio do teste de Kruskal-Wallis para determinar valores mínimos, médios, máximos e desvio padrão dos valores obtidos do número de indivíduos com HIV obtidos nos diferentes municípios avaliados entre os seis grupos de classificação dos seres humanos. Resultados: Entre 2009 e 2019, 360 novos casos de Aids foram notificados na 7ª Regional de Saúde do Estado do Paraná, com maior incidência (11,3%) em 2017. Do total dos casos, 53,3% são pertencentes ao sexo masculino e, 71,0% são declarados brancos. Vale ressaltar que também foi no ano de 2017 que o número de gestantes infectadas teve aumento significativo, tendo 17 casos confirmados. No que tange a categoria de exposição hierarquizada, a transmissão sexual representa 96,4% dos casos, sendo a transmissão entre heterossexuais mais prevalentes (75,5% dos casos de transmissão sexual). Segundo a escolaridade, aqueles com fundamental incompleto (19,7%) foram mais afetados pela doença. Já em relação aos casos de coinfecção de HIV-tuberculose, o maior percentual de coinfecção na 7ª RS-PR ocorreu em 2018 (11,1%), superando o percentual do Brasil e do Paraná. Já ao analisar a dispensa profilaxia pós-exposição sexual ao HIV (PEP) no âmbito estadual, constatou-se que o maior percentual de dispensas ocorre entre a parcela de gays e outros homens que fazem sexo com outros homens. Por fim, a análise dos dados socioeconômicos indicou que o nível cultural não influi muito na doença da região em questão. Discussão e Conclusão: Os padrões geográficos, hábitos culturais, sociais e o acesso a informações sobre a Aids refletem no perfil populacional mais acometido pela doença. As maiores taxas de prevalência de casos de Aids na 7ª Regional de Saúde do Estado do Paraná no período selecionado foram de homens brancos, heterossexuais, com ensino fundamental incompleto. Com base nesses dados a elaboração de medidas de prevenção e educação em saúde podem se tornar mais efetivas.