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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES COM TUBERCULOSE EM TERESINA - PI

Dados do documento

Autor(es)
Carlos Victor Martins Almeida; Idália de Sousa Lima; Murillo de Sousa Santos; Rafaela da Costa Rodrigues
Orientador(es)
Michely Laiany Vieira Moura
Tipo do documento
Artigos
Ano de publicação
2024
Data de publicação
28 de novembro de 2024
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Brasil. Epidemiologia. Teresina. Tuberculose.

Resumo

INTRODUÇÃO: A tuberculose ainda representa um problema de saúde pública, mesmo com a evolução das formas de tratamento, em virtude de sua transmissibilidade e de sua letalidade, sobretudo no Brasil, um país desigual. Por isso, este estudo possui como objetivo geral identificar o perfil epidemiológico dos pacientes com Tuberculose em Teresina - PI de 2018 a 2022, com vista a contribuir com a implantação de medidas de saúde pública. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e retrospectivo, no qual se utilizou dados da base do Sistema de Informações em Saúde, disponível no departamento de Informática do SUS – DATASUS, além do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram coletados dados referentes ao perfil epidemiológico e a prevalência da tuberculose no Brasil, Piauí e em Teresina, entre os anos de 2018 a 2022.RESULTADOS E DISCUSSÃO: No contexto brasileiro, a região Sudeste apresentou maior prevalência de casos (44,80%), seguida da região Nordeste com 26,17%. Em Teresina foram realizadas 2.026 notificações de Tuberculose, apresentando uma tendência de crescimento, semelhante ao padrão do estado do Piauí, no qual foram notificados 4.198 casos. Além disso, em Teresina-PI, no perfil epidemiológico 64,97% são do sexo masculino, 35,03% do sexo feminino, e em relação a raça/etnia, 63,6% dos pacientes se autodeclaravam pardos, 17,8% de brancos e 17,8% pretos, acometendo mais pessoas da faixa etária dos 20-39 anos (35,90%) e dos 40 aos 59 anos de idade (35,09%). Quanto a escolaridade da população teresinense, no presente estudo, foi identificado uma maior prevalência de 21,54% para 1ª a 4ª série incompleta do ensino fundamental, 14,42% representando pacientes com ensino médio completo, 12,78% referente a pacientes com escolaridade da 5ª a 8ª série incompleta do Ensino Fundamental, 12,74% de analfabetos, sendo que as menores taxas foram 2,54% e 5,68. CONCLUSÃO: O perfil epidemiológico se destaca com pessoas autodeclaradas pardas e do sexo masculino, na faixa etária dos 20-59 anos de idade e de baixa escolaridade, sendo as regiões Nordeste e Sudeste as mais acometidas, além de incidências crescentes no Piauí e em Teresina.