PERSPECTIVAS E DESAFIOS ASSOCIADOS AS ANOMALIAS CONGÊNITAS ESOFÁGICAS: ÊNFASE NA ATRESIA E NA FÍSTULA TRAQUEOESOFÁGICA RECORRENTE
Dados do documento
Resumo
A atresia esofágica (AE) engloba um grupo de anomalias congênitas compreendendo uma interrupção da continuidade do esôfago combinado com ou sem comunicação persistente com a traqueia, isso significa que as duas extremidades do esôfago não se uniram ou estão separados por um estreitamento acentuado, apesar dos avanços cirúrgicos a taxa de mortalidade ainda é elevada, uma vez que muitos pacientes com AE tem um curso médico complicado, com elevada morbidade e mortalidade mesmo com os excelentes avanços no tratamento cirúrgico e neonatal. Com isso, o objetivo do referido projeto é realizar uma revisão sistemática sobre atresia esofágica e complicações cirúrgicas, principalmente as fístula traqueoesofágicas (FTE) recorrentes. Para isso, será realizada uma revisão sistemática da literatura, a partir do levantamento de artigos científicos encontrados nas principais plataformas de busca de artigos científicos: ScienceDirect, PubMed, SciELO e 11BIREME, no período de 2018 a 2023, foram estabelecido critérios de inclusão e exclusão, definição das informações e estudos clínicos a serem incluídos no presente estudo. Resultados esperados: Sabe-se que, as fístulas recorrentes são provavelmente oriundas de um vazamento anastomótico formando um abscesso localizado, que encontra na traqueia,na linha de sutura, o ponto de menor resistência. Da mesma forma, o tratamento de estenoses esofágicas, por dilatações com bougie ou balão, pode levar a vazamentos esofágicos que predispõem a subsequente FTE recorrente ou fístula adquirida pós-operatória se o paciente originalmente tiver AE isolada. O diagnóstico de FTE recorrente é muitas vezes complicado e de fato, pode ser adiado por vários anos. Normalmente, sua apresentação clínica inclui tosse persistente (como resultado da aspiração de saliva), asfixia durante a alimentação, pneumonia, e, finalmente, doença pulmonar crônica. Todos esses sintomas são comuns em pacientes com AE/FTE devido à frequente associação com distúrbios de deglutição e doenças do refluxo gastroesofágico. Portanto, a realização do referido projeto pode ser justificada pela necessidade de uma abordagem mais abrangente e personalizada para os casos de FTE pós-operatório, enfatizando que todos os sintomas e complicações devem ser analisados de forma individualizada, para que a escolha da estratégia de tratamento seja a mais benéfica possível para o paciente.