TCC2024

PERSPECTIVAS E DESAFIOS ASSOCIADOS AS ANOMALIAS CONGÊNITAS ESOFÁGICAS: ÊNFASE NA ATRESIA E NA FÍSTULA TRAQUEOESOFÁGICA RECORRENTE

Dados do documento

Autor(es)
Luanna Martins Ramos; Viviane de Brito Bezerra
Orientador(es)
Luan Kelves Miranda de Souza
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
19 de janeiro de 2025
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Atresia esofágica. Fístulas recorrentes. Traqueoesofágicas. Anomalias.

Resumo

A atresia esofágica (AE) engloba um grupo de anomalias congênitas compreendendo uma interrupção da continuidade do esôfago combinado com ou sem comunicação persistente com a traqueia, isso significa que as duas extremidades do esôfago não se uniram ou estão separados por um estreitamento acentuado, apesar dos avanços cirúrgicos a taxa de mortalidade ainda é elevada, uma vez que muitos pacientes com AE tem um curso médico complicado, com elevada morbidade e mortalidade mesmo com os excelentes avanços no tratamento cirúrgico e neonatal. Com isso, o objetivo do referido projeto é realizar uma revisão sistemática sobre atresia esofágica e complicações cirúrgicas, principalmente as fístula traqueoesofágicas (FTE) recorrentes. Para isso, será realizada uma revisão sistemática da literatura, a partir do levantamento de artigos científicos encontrados nas principais plataformas de busca de artigos científicos: ScienceDirect, PubMed, SciELO e 11BIREME, no período de 2018 a 2023, foram estabelecido critérios de inclusão e exclusão, definição das informações e estudos clínicos a serem incluídos no presente estudo. Resultados esperados: Sabe-se que, as fístulas recorrentes são provavelmente oriundas de um vazamento anastomótico formando um abscesso localizado, que encontra na traqueia,na linha de sutura, o ponto de menor resistência. Da mesma forma, o tratamento de estenoses esofágicas, por dilatações com bougie ou balão, pode levar a vazamentos esofágicos que predispõem a subsequente FTE recorrente ou fístula adquirida pós-operatória se o paciente originalmente tiver AE isolada. O diagnóstico de FTE recorrente é muitas vezes complicado e de fato, pode ser adiado por vários anos. Normalmente, sua apresentação clínica inclui tosse persistente (como resultado da aspiração de saliva), asfixia durante a alimentação, pneumonia, e, finalmente, doença pulmonar crônica. Todos esses sintomas são comuns em pacientes com AE/FTE devido à frequente associação com distúrbios de deglutição e doenças do refluxo gastroesofágico. Portanto, a realização do referido projeto pode ser justificada pela necessidade de uma abordagem mais abrangente e personalizada para os casos de FTE pós-operatório, enfatizando que todos os sintomas e complicações devem ser analisados de forma individualizada, para que a escolha da estratégia de tratamento seja a mais benéfica possível para o paciente.