PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERÁPICOS DA REGIÃO NORTE: EFICÁCIA NO TRATAMENTO DE VAGINITES FÚNGICAS – UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
Dados do documento
Resumo
O intuito da confecção desta revisão sistemática é avaliar a eficácia e segurança do uso de plantas medicinais e fitoterápicos que são utilizadas na região Norte-Amazônica no tratamento de vaginites e vaginoses. Método: Uma busca sistemática foi realizada nas bases de dados Pubmed, Lilacs, Google Acadêmico e Scielo, utilizando os termos "plantas medicinais", “fitoterápicos", "vaginite", “antifúngico”, “fungicida” e outros. Foram selecionados estudos que avaliaram a eficácia e segurança de plantas medicinais e fitoterápicos no tratamento de vaginites e vaginoses em seres humanos. Resultados: Das 9 plantas medicinais utilizadas nesta revisão sistemática, 7 são recomendadas pelo RENISUS, a aroeira (Schinus terebinthifolius) e espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) já são tidas como uso seguro. Outras como a losna (Artemisa absinthium), pitangueira, copaíba, goiabeira e barbatimão também são recomendados e tem sido vistas com grande interesse. Durante a confecção do estudo, a sucupira foi descartada devido à entraves para encontrar estudos a respeito do seu potencial antifúngico e relacionados a ginecologia nas plataformas e idiomas utilizados. Considerações finais: Os resultados desta revisão sistemática sugerem que o uso de plantas medicinais e fitoterápicos podem ser uma alternativa eficaz e segura no tratamento de vaginites e vaginoses. Com base nos resultados apresentados, conclui-se que foram encontrados poucos estudos publicados nas bases de dados consultadas durante o período de análise, que atribuíam potencial antifúngico às plantas da RENISUS.