PORTAS ABERTAS OU PORTAS FECHADAS: COMO ADENTRAR A SAÚDE MENTAL
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Resumo
Criado no Brasil na década de 1920, o Ambulatório de Psiquiatria foi implementado a partir da política assistencial de higiene mental, que tinha como pretensão a prevenção de doenças mentais na sociedade. Especificamente no que tange ao Ambulatório de Saúde Mental cabe salientar que a implantação de dispositivos substitutivos em Saúde Mental conformou um novo tipo de ambulatório, influenciado pela proposta da Reforma Psiquiátrica e prestador de uma atenção diária baseada no modelo psicossocial e na construção de modalidades de cuidado que focalizam o usuário e não a doença. O objetivo do trabalho foi descrever as experiências das autoras enquanto estagiárias do ambulatório de saúde mental no município de Magé, com seus questionamentos, inquietações e atravessamentos que direcionaram a construção desta pesquisa. O relato de suas vivências no estágio supervisionado básico no campo da Psicologia e dos Processos Comunitários, ocorrido no ano de 2018, associado à realização de uma pesquisa bibliográfica na literatura científica, acerca do funcionamento do ambulatório de saúde mental, dão corpo a este artigo. Utilizou-se Revisão de Literatura nos períodos entre 2010 e 2020 e observação participativa a partir de uma experiência de estágio. A partir desses métodos de análise, observou-se a caracterização do ambulatório no território, na rede e como ocorria a atuação do psicólogo na Saúde Mental. Discutiu-se sobre as vivências das autoras durante o processo de estágio. Concluiu-se que apesar do ambulatório não fazer parte da RAPS, de acordo com o município estudado, ele ainda equivale a um serviço importante dentro da rede. E salienta-se a necessidade de ampliação de pesquisas na área.