TCC2025

POSSIBILIDADES TERAPÊUTICAS DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM MULHERES NO CLIMATÉRIO

Dados do documento

Autor(es)
Anna Virgínia Cristófaro de Sousa; Julia Torga Sousa
Orientador(es)
Dayse Rodrigues de Souza Andrade
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
18 de março de 2026
Nome do curso
Fisioterapia
Palavras-chave
Climatério. Incontinência urinária. Fisioterapia pélvica. Saúde da mulher. Assoalho pélvico.

Resumo

INTRODUÇÃO: A incontinência urinária no climatério configura-se como um problema de elevada prevalência

e impacto biopsicossocial entre mulheres que vivenciam alterações hormonais e funcionais decorrentes do declínio

estrogênico. OBJETIVO: o presente estudo tem como objetivo geral avaliar a eficácia das intervenções

fisioterapêuticas na melhoria da qualidade de vida de mulheres climatéricas com incontinência urinária.

METODOLOGIA: Este estudo, desenvolvido como uma revisão de literatura exploratória e descritiva, analisou

evidências recentes sobre as possibilidades terapêuticas oferecidas pela fisioterapia pélvica para o manejo dessa

condição. A busca em bases científicas identificou publicações que abordam tanto o treinamento da musculatura

do assoalho pélvico quanto intervenções comportamentais, exercícios globais, terapias complementares e recursos

digitais de acompanhamento. RESULTADOS: Os resultados indicam que o fortalecimento muscular, a

estabilização do core, a reeducação miccional e a educação em saúde constituem estratégias centrais para a redução

dos episódios de perda urinária e para a restauração da continência. Terapias como laser vaginal, plasma rico em

plaquetas e estrogênio local apresentam potencial adjuvante, embora ainda careçam de maior robustez

metodológica. Além disso, iniciativas digitais surgem como alternativas promissoras para ampliar o acesso e

favorecer a adesão ao tratamento. De modo geral, as evidências convergem ao reconhecer a fisioterapia pélvica

como abordagem eficaz, segura e essencial no cuidado às mulheres climatéricas, promovendo ganhos funcionais,

emocionais e sociais. CONCLUSÃO: Conclui-se que novas pesquisas com amostras ampliadas e protocolos

padronizados são necessárias para fortalecer a prática clínica e expandir as possibilidades terapêuticas disponíveis.