TCC2026

PRÁTICA DE AUTOMEDICAÇÃO ENTRE AS GESTANTES QUE REALIZAM PRÉ-NATAL PELO BRASIL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Antonio Gabriel dos Santos Castro; Alécio Galvão Lima; Luana Kaira Lopes do Bonfim
Orientador(es)
José Lopes Pereira Júnior
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
31 de outubro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Gestantes. Automedicação. Pré-Natal. Atenção Primária à Saúde.

Resumo

Introdução: A gravidez é um período caracterizado por profundas transformaçõesfisiológicas no corpo da mulher, o que muitas vezes leva à necessidade de medicamentos.Esses medicamentos podem ser prescritos por profissionais de saúde ou adquiridos de formaautônoma, a chamada automedicação. É fundamental considerar que muitos fármacosconseguem atravessar a barreira placentária, potencialmente causando toxicidade ao feto.Portanto, o uso de medicamentos durante a gestação é uma prática que requer cuidadosainvestigação, uma vez que nenhum fármaco é completamente seguro. Objetivo: Avaliar esintetizar as evidências científicas sobre a automedicação entre gestantes que realizam prénatal no Sistema Único de Saúde (SUS). Metodologia: A pesquisa foi orientada pela seguintepergunta: qual é a prevalência e quais são os fatores associados à automedicação, além deseus impactos na saúde materno-fetal, entre gestantes que realizam pré-natal no SUS? Aformulação dessa questão foi baseada no modelo PICO. A população (P) foi composta porgestantes que fazem pré-natal; a exposição/intervenção (I) foi a automedicação durante agestação, incluindo o uso de medicamentos sem prescrição médica ou orientação deprofissionais de saúde; e os desfechos (O) incluíram efeitos na saúde materno-fetal,prevalência de uso de diferentes classes terapêuticas e a conformidade com as recomendaçõesde segurança para o uso de medicamentos na gravidez. Resultados e Discussão: Aautomedicação entre gestantes está associada a múltiplos fatores, entre os quais se destacamos sociais, econômicos e demográficos. Gestantes de menor nível socioeconômico, com poucaeducação formal, tendem a se automedicar com mais frequência. No entanto, em algumasregiões, gestantes com maior escolaridade também foram identificadas como praticantes dessaconduta, especialmente em casos em que há fácil acesso a medicamentos e informaçõessuperficiais sobre os riscos de certas substâncias. Outros fatores incluem a idade gestacional,sendo o primeiro trimestre da gravidez o período mais vulnerável à automedicação, devido àausência de acompanhamento médico adequado nesse estágio inicial. Os estudos provaramque a automedicação está presente entre as mulheres no período gravídico (1,1% a 84,7%),sendo o primeiro trimestre gestacional o maior período (75,5%), tendo em vista ser a épocaque mais desenvolve sintomas no corpo da mulher, como náuseas, vômitos, dores e fadiga.Seguidos do segundo semestre (44,1%) e no terceiro semestre, essa diferença caiu para 6,4%.Conclusão: A automedicação durante a gravidez é uma prática que precisa ser tratada comseriedade e urgência. O desconhecimento sobre os efeitos adversos potenciais, tanto demedicamentos convencionais quanto de plantas medicinais, coloca em risco a saúde maternofetal. É imperativo que se promovam ações educativas eficazes e intervenções direcionadaspara informar as gestantes sobre o uso seguro de medicamentos, garantindo um pré-natal maisseguro.Palavras-chave: Gestantes. Automedicação. Pré-Natal. Atenção Primária à Saúde