PRÁTICA DE AUTOMEDICAÇÃO ENTRE AS GESTANTES QUE REALIZAM PRÉ-NATAL PELO BRASIL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Dados do documento
Resumo
Introdução: A gravidez é um período caracterizado por profundas transformaçõesfisiológicas no corpo da mulher, o que muitas vezes leva à necessidade de medicamentos.Esses medicamentos podem ser prescritos por profissionais de saúde ou adquiridos de formaautônoma, a chamada automedicação. É fundamental considerar que muitos fármacosconseguem atravessar a barreira placentária, potencialmente causando toxicidade ao feto.Portanto, o uso de medicamentos durante a gestação é uma prática que requer cuidadosainvestigação, uma vez que nenhum fármaco é completamente seguro. Objetivo: Avaliar esintetizar as evidências científicas sobre a automedicação entre gestantes que realizam prénatal no Sistema Único de Saúde (SUS). Metodologia: A pesquisa foi orientada pela seguintepergunta: qual é a prevalência e quais são os fatores associados à automedicação, além deseus impactos na saúde materno-fetal, entre gestantes que realizam pré-natal no SUS? Aformulação dessa questão foi baseada no modelo PICO. A população (P) foi composta porgestantes que fazem pré-natal; a exposição/intervenção (I) foi a automedicação durante agestação, incluindo o uso de medicamentos sem prescrição médica ou orientação deprofissionais de saúde; e os desfechos (O) incluíram efeitos na saúde materno-fetal,prevalência de uso de diferentes classes terapêuticas e a conformidade com as recomendaçõesde segurança para o uso de medicamentos na gravidez. Resultados e Discussão: Aautomedicação entre gestantes está associada a múltiplos fatores, entre os quais se destacamos sociais, econômicos e demográficos. Gestantes de menor nível socioeconômico, com poucaeducação formal, tendem a se automedicar com mais frequência. No entanto, em algumasregiões, gestantes com maior escolaridade também foram identificadas como praticantes dessaconduta, especialmente em casos em que há fácil acesso a medicamentos e informaçõessuperficiais sobre os riscos de certas substâncias. Outros fatores incluem a idade gestacional,sendo o primeiro trimestre da gravidez o período mais vulnerável à automedicação, devido àausência de acompanhamento médico adequado nesse estágio inicial. Os estudos provaramque a automedicação está presente entre as mulheres no período gravídico (1,1% a 84,7%),sendo o primeiro trimestre gestacional o maior período (75,5%), tendo em vista ser a épocaque mais desenvolve sintomas no corpo da mulher, como náuseas, vômitos, dores e fadiga.Seguidos do segundo semestre (44,1%) e no terceiro semestre, essa diferença caiu para 6,4%.Conclusão: A automedicação durante a gravidez é uma prática que precisa ser tratada comseriedade e urgência. O desconhecimento sobre os efeitos adversos potenciais, tanto demedicamentos convencionais quanto de plantas medicinais, coloca em risco a saúde maternofetal. É imperativo que se promovam ações educativas eficazes e intervenções direcionadaspara informar as gestantes sobre o uso seguro de medicamentos, garantindo um pré-natal maisseguro.Palavras-chave: Gestantes. Automedicação. Pré-Natal. Atenção Primária à Saúde