Dissertações2013

PRÁTICAS EDUCATIVAS A SAÚDE DO HOMEM: UM DESAFIO AINDA PRESENTE NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA.

Dados do documento

Autor(es)
Susiane Lima Braga Mourão
Orientador(es)
Fabrício Ibiapina Tapety
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2013
Data de publicação
19 de setembro de 2017
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Educação em saúde. Saúde do homem. Promoção da saúde.

Resumo

A atual situação de saúde do homem de 20 a 59 anos de idade, indica que as práticas educativas específicas para saúde do homem precisam ser incluídas entre as prioridades na Estratégia Saúde da Família. Para os profissionais de saúde, a implantação destas práticas, tem sido um desafio, já que ainda faltam condições necessárias para lidar com as singularidades desse público dentro do SUS, ainda arraigado em um pensamento machista sobre o cuidado com a saúde. Objetivo: investigar, a partir da visão de usuários da ESF, do sexo masculino e profissionais de saúde, as práticas educativas realizadas na ESF que contemplam à saúde do homem. Métodos: trata-se de uma pesquisa de caráter exploratório, descritivo com abordagem qualitativa, realizada em três equipes da Estratégia Saúde da Família da zona urbana do município de Amarante/Piauí/Brasil. Utilizou-se a técnica da entrevista com base em um roteiro de questões abertas com 08 profissionais da equipe de saúde da família e 30 usuários, do sexo masculino, com faixa etária de 20 a 59 anos de idade. As informações coletadas foram transcritas e analisadas pela análise de conteúdo de Bardin, posteriormente selecionadas e agrupados por recorte de conteúdo que expressam a visão dos dois grupos pesquisados e apresentados pelo indicativo de usuário e profissional de saúde. Resultados: tanto profissionais quanto usuários entrevistados negam a existência de práticas educativas específicas para a saúde do homem, sendo estas voltadas para a saúde da mulher e grupos de hipertensos e diabéticos, além disso os profissionais identificaram alguns desafios para pôr em práticas as ações de saúde do homem, como a falta de estrutura física do posto e de qualificação dos profissionais e a de dificuldade no encaminhamento de exames mais complexos e que não são realizados no local de trabalho. Conclusão: conclui-se que não há práticas educativas específicas na ESF voltadas somente para a saúde do homem, já que, a assistência à saúde do homem é um processo ocasional, que depende da vinda deste indivíduo, às unidades de atenção básica de saúde e, não se configura como uma política efetiva no município. Foi produzido um vídeo educativo para alertar os homens de 20 a 59 anos sobre a necessidade de cuidar da saúde.