PREVALÊNCIA DA SÍNDROME METABÓLICA EM HIPERTENSOS NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA.
Dados do documento
Resumo
A síndrome metabólica (SM) descreve um conjunto de fatores de risco metabólicos que se manifesta no indivíduo e aumenta as chances de desenvolverem doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e diabetes. O objetivo deste estudo é investigar a prevalência da síndrome metabólica em pacientes hipertensos em uma área de cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF) na capital do estado do Piauí. Trata-se de um estudo transversal, de abordagem quantitativa, descritivo, de base populacional elaborado a partir de dados da avaliação clínica de hipertensos e por informações contidas nos prontuários dos pacientes hipertensos cadastrados no Programa SIS – HIPERDIA. A população do estudo foi constituída por 866 indivíduos atendidos por quatro equipes da ESF. Através de amostragem probabilística estratificada, 200 indivíduos de ambos os sexos, com 20 e mais anos de idade, foram selecionados aleatoriamente com a utilização do programa Biostat 2.0, admitindo-se um erro amostral de 5% e intervalo de confiança de 95%. Foram considerados os critérios revisados do National Cholesterol Education Program Adult Treatment Panel III para definição da síndrome metabólica. Para avaliação do risco cardiovascular utilizou-se o Escore de Risco de Framingham. Os dados foram processados pelo programa Statistical Package for Social Science e analisados através do teste X2. Verificou-se que 62,37% dos hipertensos preencheram os critérios definidores da SM, com predominância para o sexo feminino de 69,1%. Não houve associação entre o risco cardiovascular e síndrome metabólica conforme o gênero e faixa etária. Para o grau de risco cardiovascular, foram identificados 54,6% hipertensos na faixa de baixo risco; 31,4%, no médio e 13,9%, em alto risco. Os fatores de risco – cintura abdominal alterado em homens e mulheres, glicemia de jejum ≥ 100mg/dL, HDL – colesterol alterado e triglicerídeos ≥ 150mg/dL – foram as variáveis mais associadas à SM (p<0,05). A prevalência de SM na amostra estudada na cidade de Teresina (PI) é elevada. O estudo sugere que ações específicas devam ser realizadas na ESF, durante a abordagem e acompanhamento de hipertensos, visando o controle dos fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da SM e, consequentemente, da instalação desse agravo à saúde nesse grupo de risco.