Dissertações2014

PREVALÊNCIA DA SÍNDROME METABÓLICA EM HIPERTENSOS NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA.

Dados do documento

Autor(es)
Gladys Carvalho de Araújo Alencar
Orientador(es)
Eucário Leite Monteiro Alves
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2014
Data de publicação
23 de junho de 2015
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Hipertensão. Síndrome x Metabólica. Fatores de risco.

Resumo

A síndrome metabólica (SM) descreve um conjunto de fatores de risco metabólicos que se manifesta no indivíduo e aumenta as chances de desenvolverem doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e diabetes. O objetivo deste estudo é investigar a prevalência da síndrome metabólica em pacientes hipertensos em uma área de cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF) na capital do estado do Piauí. Trata-se de um estudo transversal, de abordagem quantitativa, descritivo, de base populacional elaborado a partir de dados da avaliação clínica de hipertensos e por informações contidas nos prontuários dos pacientes hipertensos cadastrados no Programa SIS – HIPERDIA. A população do estudo foi constituída por 866 indivíduos atendidos por quatro equipes da ESF. Através de amostragem probabilística estratificada, 200 indivíduos de ambos os sexos, com 20 e mais anos de idade, foram selecionados aleatoriamente com a utilização do programa Biostat 2.0, admitindo-se um erro amostral de 5% e intervalo de confiança de 95%. Foram considerados os critérios revisados do National Cholesterol Education Program Adult Treatment Panel III para definição da síndrome metabólica. Para avaliação do risco cardiovascular utilizou-se o Escore de Risco de Framingham. Os dados foram processados pelo programa Statistical Package for Social Science e analisados através do teste X2. Verificou-se que 62,37% dos hipertensos preencheram os critérios definidores da SM, com predominância para o sexo feminino de 69,1%. Não houve associação entre o risco cardiovascular e síndrome metabólica conforme o gênero e faixa etária. Para o grau de risco cardiovascular, foram identificados 54,6% hipertensos na faixa de baixo risco; 31,4%, no médio e 13,9%, em alto risco. Os fatores de risco – cintura abdominal alterado em homens e mulheres, glicemia de jejum ≥ 100mg/dL, HDL – colesterol alterado e triglicerídeos ≥ 150mg/dL – foram as variáveis mais associadas à SM (p<0,05). A prevalência de SM na amostra estudada na cidade de Teresina (PI) é elevada. O estudo sugere que ações específicas devam ser realizadas na ESF, durante a abordagem e acompanhamento de hipertensos, visando o controle dos fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da SM e, consequentemente, da instalação desse agravo à saúde nesse grupo de risco.