PREVALÊNCIA DE SINAIS E SINTOMAS DE DESORDENS TEMPOROMANDIBULARES EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIAS
Dados do documento
Resumo
INTRODUÇÃO: Estudos alegam que desordens temporomandibulares são uma comorbidade mais comum entre mulheres do que entre homens. Todavia, apesar de muitos autores concordarem com esses dados, pesquisas isoladas sobre o tema não são frequentemente abordadas. O porquê dessa prevalência ainda é um desafio para os estudiosos da área. OBJETIVO: Este estudo tem como objetivo verificar se a prevalência de sinais e sintomas de DTM entre os estudantes do Centro Universitário Presidente Tancredo de Almeida Neves é maior no sexo feminino. METODOLOGIA: O instrumento utilizado foi o questionário para DTM, modificado da Academia Americana de Dor Orofacial (AAOP). Trata-se de estudo com abordagem quantitativa e delineamento transversal, que compreendeu na coleta dos dados relacionados à prevalência de sinais e sintomas de desordens temporomandibulares entre os graduandos. RESULTADOS: Participaram desta pesquisa 271 indivíduos com idade média de 24,38 (dp = 6,06) anos. A maior frequência consistiu no sexo feminino (n = 194; 70%). Em relação aos cursos, o Direito apresentou maior índice de resposta (n = 86; 31%), seguido de Fisioterapia (n = 34; 12,3%), Nutrição (n = 27; 9,7%), Odontologia e Psicologia (n = 65, 23,5%). No que concerne à presença de sinais e sintomas, cerca de 238 (87,82%) participantes relataram possui-los. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados corroboram estudos anteriores que apontam uma maior prevalência de sinais e sintomas de DTM entre as mulheres. Traumas recentes e alterações na mordida são fatores significativos para o desenvolvimento de condição. Além disso, fatores biológicos e psicológicos, mais prevalentes em mulheres, podem influenciar a DTM.