TCC2021

PROFILAXIA ANTIBIÓTICA EM PACIENTES SUBMETIDOS À HERNIOPLASTIA INGUINAL COM APLICAÇÃO DE TELA SINTÉTICA - UMA ROTINA IMPRESCINDÍVEL

Dados do documento

Autor(es)
Caroline Gonçalves Vieira; Marianna da Silva Paes Neto
Orientador(es)
Rafael Alves Carvalho
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2021
Data de publicação
22 de julho de 2024
Nome do curso
Medicina
Palavras-chave
Antibioticoprofilaxia. Hérnia. Herniorrafia. Prevenção de Doenças. Antissepsia.

Resumo

Objetivo: Avaliar e discutir a real necessidade da profilaxia antibiótica em herniorrafia inguinal com prótese. Metodologia: Revisão bibliográfica - Para essa revisão literária foram utilizados um conjunto de artigos científicos dos quais estavam incluídos guidelines, ensaios clínicos randomizados e revisões sistemáticas. O uso de antibioticoprofilaxia nas cirurgias de correção de hérnia com uso de malha intenta um decrescimento na ocorrência de infecções no sítio cirúrgico (ISC), por meio da redução da carga bacteriana peroperatória. De forma correta os antibióticos (ATB) podem diminuir em até 50% o risco de ocorrência de ISC mas, com uso indiscriminado, pode originar bactérias multirresistentes, nome esse dado àquelas resistentes a três ou mais grupos de antimicrobianos. Resultados: Em síntese, os trabalhos envolvidos nessa revisão, observaram uma antiga tendência a aplicação de antibióticos profiláticos a todos os pacientes que seriam submetidos a hernioplastia inguinal com uso de prótese. Porém, com estudos recentes foi possível estabelecer critérios onde o uso de profilaxia antimicrobiana traz maiores benefícios ao paciente, de tal forma a contribuir para a diminuição de infecções de sítio cirúrgico. Conclusão: A implementação preventiva e eficiente da antibioticoprofilaxia precisa ser um hábito cotidiano e específico, referindo-se, portanto, nas particularidades de cada caso, sendo de suma importância a avaliação das condições preexistentes de cada paciente e todos os fatores de riscos envolvidos no procedimento. Ademais, com a análise dos trabalhos mais recentes, mostrou-se prescindível a antibioticoprofilaxia de rotina, cabendo a equipe individualizar o tratamento com base nos fatores de risco de cada paciente.