PSEUDOMIXOMA PERITONEAL: RELATO DE CASO
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Resumo
O pseudomixoma peritoneal (PMP) é uma condição rara e de evolução lenta, caracterizada pelo acúmulo progressivo de mucina na cavidade peritoneal, geralmente decorrente da ruptura de tumores mucinosos do apêndice, podendo também originar-se de neoplasias do trato gastrointestinal ou ovariano. Com incidência de um a dois casos por milhão ao ano, afeta predominantemente mulheres de meia-idade. Sua fisiopatologia envolve a disseminação de células mucinosas viáveis, favorecida pelo fenômeno de redistribuição peritoneal, resultando em implantes tumorais e ascite gelatinosa. O diagnóstico é desafiador, exigindo integração entre história clínica, marcadores tumorais e exames de imagem, sendo a tomografia computadorizada o principal método diagnóstico. O tratamento padrão consiste na cirurgia citorredutora completa (CCRS) associada à quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC), abordagem que visa à remoção máxima da carga tumoral e erradicação de células residuais. Este estudo, de caráter descritivo e transversal, apresenta um relato de caso de uma paciente portadora do vírus da imunodeficiência humana (HIV), inicialmente diagnosticada com cirrose hepática descompensada, posteriormente corrigido para PMP de provável origem apendicular. A paciente foi submetida com sucesso à CCRS e HIPEC, evidenciando a complexidade do manejo e a importância da suspeição clínica em quadros de ascite atípica. Para embasar esse estudo, o método utilizado foi a pesquisa bibliográfica transversal, onde foram selecionados artigos revisados e randomizados, junto ao cruzamento de referências com a pesquisa inicial. O estudo reforça a necessidade do diagnóstico precoce e do tratamento especializado para melhorar o prognóstico dos pacientes acometidos por esta condição.