RASTREAMENTO DA EXPANSÃO DE POLIGLUTAMINA NO GENE ATXN2 ASSOCIADA À ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA (ELA) NO RIO DE JANEIRO UTILIZANDO ANÁLISE DE FRAGMENTOS
Dados do documento
Resumo
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa progressiva rara e sem cura, associadas a aproximadamente 50 genes, entre eles expansões de repetições no gene Ataxina 2 (ATXN2). Este trabalho teve como objetivo padronizar o rastreamento das expansões associadas a ATXN2 por tecnologia de análise de fragmentos, em amostras celulares de pacientes com ELA no estado do Rio de Janeiro. Para isso, amostras de PBMCs (Células Mononucleares do Sangue Periférico) e iPSCs (Células-Tronco Pluripotentes Induzidas) derivadas de uma coorte de pacientes com ELA e de doadores saudáveis foram analisadas empregando-se as técnicas de RP-PCR (Repeat-Primed PCR) seguida de eletroforese capilar para conduzir análise de fragmentos. Foi possível padronizar e otimizar o setup para análise de fragmentos de PolyQ em ATXN2 de forma consistente e com alta reprodutibilidade entre os ensaios conduzidos. Após padronizar o ensaio, iniciamos o rastreamento em baixa escala usando oito amostras com pacientes de ELA, detectamos expansão em heterozigose para este paciente. Curiosamente, uma das amostras avaliadas não possuiu variantes associadas a ELA em TARDBP, VAPB, FUS, SOD1, SMN1 e SMN2, sugerindo que a ELA neste paciente pode estar associada a expansão que detectamos. Embora de forma preliminar, estes resultados em baixa escala demonstram a aplicabilidade da técnica, reforçando a utilidade dela para um possível rastreio molecular da ELA. Como perspectiva, esperamos aplicar em larga escala a abordagem padronizada e otimizada neste estudo buscando conduzir a triagem genética para ajudar na compreensão dos mecanismos genéticos envolvidos na ELA com foco na população do Rio de Janeiro.