REABILITAÇÃO ORAL POR MEIO DE PRÓTESE TOTAL SUPERIOR E PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL INFERIOR: RELATO DE CASO CLÍNICO EM UMA IES DE PORTO VELHO/RO
Dados do documento
Resumo
O envelhecimento populacional é um fenômeno crescente e global. O aumento da longevidade demanda atenção especial à saúde bucal, considerando que a perda dentária afeta funções essenciais como mastigação, estética facial, fala e autoestima. Este estudo discute os impactos da senescência sobre a saúde oral, com foco na moldagem para próteses, nas alterações fisiológicas do sistema estomatognático e nas principais opções de reabilitação protética. A abordagem interdisciplinar, associada à escolha correta do tipo de prótese, promove melhora funcional e psicossocial dos pacientes edentados. A reabilitação oral é um processo que envolve diversas áreas da odontologia, como periodontia, endodontia, implantodontia e estética. Apesar dos avanços técnicos, ainda é comum observar falhas na prevenção e na educação em saúde bucal entre adultos, o que contribui para a necessidade de tratamentosmais complexos na terceira idade. Para pacientes que perderam todos os dentes, a prótese total com oclusão bilateral balanceada é uma solução amplamente utilizada, pois proporciona estabilidade e distribuição equilibrada das forças durante a mastigação. Já as próteses parciais removíveis são alternativas eficazes e de menor custo, embora possamapresentar limitações estéticas. As próteses fixas, por sua vez, oferecem melhor desempenho funcional e aparência, mas exigem desgaste dos dentes adjacentes para sua instalação. Após a finalização do diagnóstico e dos procedimentos preparatórios, foi realizada a remoção cirúrgica dos remanescentes radiculares. A intervenção transcorreu conforme o esperado, com sucesso tanto durante o procedimento quanto na fase de recuperação imediata. O pós-operatório apresentou evolução clínica satisfatória, com resposta tecidual e inflamatória dentro dos padrões fisiológicos. As margens ao redor da área operada cicatrizaram adequadamente, conforme previsto no plano terapêutico, permitindo o início da confecção das próteses totais. A escolha do tratamento deve ser pautada pelas condições clínicas locais e sistêmicas do paciente, bem como por suas expectativas. Cabe ao profissional conduzir esse processo com clareza, responsabilidade e ética.