TCC2025

REABILITAÇÃO ORTOPÉDICO-FACIAL EM PACIENTE PORTADOR DE SÍNDROME DA TRISSOMIA DISTAL 10Q

Dados do documento

Autor(es)
Carlos Eduardo Alves Rouças
Orientador(es)
Viviane Abreu de Souza Pereira
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
08 de outubro de 2025
Nome do curso
Não informado

Resumo

As anomalias cromossômicas representam um desafio significativo e complexo para a prática clínica,especialmente quando estão associadas a síndromes raras e pouco compreendidas, como é o caso da trissomia distal do braço longo do cromossomo 10, conhecida como 10q. Essa condição genética é caracterizada pela presença de uma cópia extra de uma porção específica do braço longo do cromossomo 10, o que resulta em um desequilíbrio genético que afeta o desenvolvimento normal do indivíduo. Por se tratar de uma síndrome de baixa prevalência, a trissomia distal 10q apresenta um espectro fenotípico bastante heterogêneo, ou seja, os sinais e sintomas podem variar amplamente entre os pacientes. Entre as manifestações clínicas mais comuns, destacam-se o atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, que implica dificuldades na aquisição de habilidades motoras e cognitivas, impactando a qualidade de vida e a autonomia do paciente. Além disso, alterações craniofaciais são frequentemente observadas, incluindo características faciais distintas que podem auxiliar no diagnóstico clínico, como assimetrias, malformações ou proporções incomuns da face e crânio. Outro aspecto importante é o comprometimento da saúde bucal, que pode incluir desde maloclusões dentárias até problemas mais complexos relacionados ao desenvolvimento dos dentes e das estruturas orais. Esses problemas bucais exigem atenção especializada, pois podem influenciar a nutrição, a fala e o bem-estar geral do paciente. A escassez de relatos clínicos detalhados e estudos aprofundados sobre a trissomia distal do cromossomo 10 dificulta a padronização de protocolos de manejo e tratamento. Essa limitação evidencia a necessidade de uma abordagem multidisciplinar, envolvendo profissionais de diversas áreas como genética, pediatria, neurologia, odontologia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Cada paciente deve ser avaliado de forma individualizada, considerando suas particularidades clínicas e necessidades específicas, para que seja possível oferecer um cuidado integral e eficaz. A trissomia distal do braço longo do cromossomo 10 representa um desafio não apenas pelo seu caráter raro, mas também pela complexidade das manifestações clínicas e pela falta de diretrizes consolidadas. O avanço no conhecimento sobre essa condição depende do registro sistemático de casos e da colaboração entre especialistas, visando melhorar o diagnóstico precoce, o acompanhamento e a qualidade de vida dos pacientes afetados.