REAÇÃO CATASTRÓFICA NA DISFUNÇÃO FRONTOTEMPORAL: ANÁLISE CLÍNICA APÓS O USO DO VALPROATO DE SÓDIO. (UMA REFLEXÃO DA DEFINIÇÃO SEMIOLÓGICA E SEU TRATAMENTO.)
Dados do documento
Resumo
Introdução: A reação catastrófica é um termo semiológico pouco estudado, caracterizado por comportamento impulsivo e agressivo. Possui alta prevalência nos transtornos psiquiátricos, mas pode estar presente sem qualquer patologia associada. Baseando-se na necessidade da melhora na qualidade de vida dos pacientes, estudos recentes evidenciam a boa evolução clínica dessa alteração com o uso do valproato de sódio. Objetivo: Salientar a importância da realização de mais estudos sobre a terapêutica com valproato ou divalproato de sódio para alterações disfuncionais frontotemporal em vista da grande prevalência do transtorno e a falta de diretrizes de tratamento e definição semiológica. Métodos: Foi realizado um relato de caso com referencial teórico baseado em uma breve revisão de literatura obtida através da seleção de estudos científicos publicados no período entre os anos 2000 e 2020, em bases de dados científicos. Relato de Caso: É relatado o caso de um paciente do sexo masculino, 6 anos de idade, apresentando diagnóstico prévio de transtorno do espectro autista com déficit cognitivo moderado, associado a reação catastrófica. O tratamento proposto foi o uso do anticonvulsivante valproato de sódio. Sendo assim, encontra-se atualmente em remissão da sintomatologia. Conclusão: É de fundamental importância a definição clara da reação catastrófica a fim de obter sucesso na abordagem e terapêutica dessa condição. Apesar de não haver nenhum medicamento aprovado pela Food and Drug Administration para este distúrbio, o uso do valproato de sódio, mostrou-se eficaz no tratamento.