REAÇÕES HANSÊNICAS DURANTE E/OU APÓS O TRATAMENTO: REVISÃO SISTEMÁTICA
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Resumo
Reações hansênicas constituem um possível importante evento que ocorre durante ou após o tratamento da hanseníase, e cursa com piora das lesões neurológicas e dermatológicas e consequentemente aumento das incapacidades. Há basicamente dois tipos de reações, denominada reação tipo 1, que ocorre em pacientes com imunidade preservada ao Mycobacterium leprae e o tipo 2, em pacientes com imunidade pouco preservada ou ausente. O objetivo do presente trabalho consiste em realizar um levantamento das reações hansênicas desencadeadas durante e/ou após o tratamento. Realizou-se para tal, uma revisão sistemática usando as bases de dados PUBMED, BIREME e SCIELO. Incluiu-se apenas relato de casos no presente estudo, considerando-os apenas nos últimos 10 anos. A literatura aponta que as manifestações mais comuns de reação hansênica estão relacionadas ao aparecimento de placas eritematosas e eritema nodoso. Foi observado em todos os casos, a exarcebação da neuropatia hansênica. Nos estudos analisados referentes às reações hansênicas tipo 1, os pacientes manifestaram sintomas atípicos como bradicardia, síncope, tensão musculoesquelética cervical; enquanto nos estudos em que se referiam às reações hansênicas tipo 2, foi observado psicose, trombose venosa profunda, linfadenopatia cervical tuberculoide e a diminuição do lúmen vascular. Com base nas pesquisas realizadas, observou-se que como classicamente disposto na literatura as reações hansênicas exacerbam o quadro sintomatológico da hanseníase. É importante ressaltar que sintomas atípicos muitas vezes não são relatados e podem surgir como danos musculares e vasculares, como trombose venosa profunda e na tenossinovite. É necessário que mais estudos sobre a temática em questão sejam desenvolvidos tendo-se em vista a frequente epidemiologia e a gravidade dos quadros desenvolvidos.