TCC2019

REAÇÕES HANSÊNICAS DURANTE E/OU APÓS O TRATAMENTO: REVISÃO SISTEMÁTICA

Dados do documento

Autor(es)
Djalma Araújo Luz Junior; Rodrigo Soares Silva
Orientador(es)
Renata Paula Lima Beltrão
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2019
Data de publicação
16 de novembro de 2019
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Tratamento farmacológico. Hanseníase. Sintomas afetivos. Relato de caso. Mycobacterium leprae.

Resumo

Reações hansênicas constituem um possível importante evento que ocorre durante ou após o tratamento da hanseníase, e cursa com piora das lesões neurológicas e dermatológicas e consequentemente aumento das incapacidades. Há basicamente dois tipos de reações, denominada reação tipo 1, que ocorre em pacientes com imunidade preservada ao Mycobacterium leprae e o tipo 2, em pacientes com imunidade pouco preservada ou ausente. O objetivo do presente trabalho consiste em realizar um levantamento das reações hansênicas desencadeadas durante e/ou após o tratamento. Realizou-se para tal, uma revisão sistemática usando as bases de dados PUBMED, BIREME e SCIELO. Incluiu-se apenas relato de casos no presente estudo, considerando-os apenas nos últimos 10 anos. A literatura aponta que as manifestações mais comuns de reação hansênica estão relacionadas ao aparecimento de placas eritematosas e eritema nodoso. Foi observado em todos os casos, a exarcebação da neuropatia hansênica. Nos estudos analisados referentes às reações hansênicas tipo 1, os pacientes manifestaram sintomas atípicos como bradicardia, síncope, tensão musculoesquelética cervical; enquanto nos estudos em que se referiam às reações hansênicas tipo 2, foi observado psicose, trombose venosa profunda, linfadenopatia cervical tuberculoide e a diminuição do lúmen vascular. Com base nas pesquisas realizadas, observou-se que como classicamente disposto na literatura as reações hansênicas exacerbam o quadro sintomatológico da hanseníase. É importante ressaltar que sintomas atípicos muitas vezes não são relatados e podem surgir como danos musculares e vasculares, como trombose venosa profunda e na tenossinovite. É necessário que mais estudos sobre a temática em questão sejam desenvolvidos tendo-se em vista a frequente epidemiologia e a gravidade dos quadros desenvolvidos.