REDES SOCIAIS E INSATISFAÇÃO CORPORAL EM JOVENS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
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Resumo
As redes sociais têm ocupado papel central na vida dos jovens, especialmente em plataformas predominantemente visuais, como Instagram e TikTok, intensificando discussões sobre seus impactos na imagem corporal e na saúde mental. Objetivo: analisar as evidências científicas acerca da influência do uso de redes sociais no desenvolvimento de insatisfação corporal em jovens. Métodos: trata-se de uma revisão integrativa da literatura, apresentada segundo as recomendações do PRISMA 2020. A busca foi realizada nas bases PubMed, Web of Science, LILACS, SciELO e Scopus, utilizando descritores DeCS e MeSH combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos originais publicados entre 2020 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, 12 estudos compuseram a amostra final. Resultados: observou-se predominância de estudos transversais e de nível de evidência 4 segundo o Joanna Briggs Institute. Os achados demonstraram associação entre o uso frequente de redes sociais e maior insatisfação corporal, especialmente em mulheres e usuários expostos a conteúdos idealizados relacionados à aparência. Comparação social, internalização de padrões estéticos e busca por validação social foram os principais mecanismos psicossociais identificados. Além disso, verificaram-se associações com baixa autoestima, sintomas depressivos, alterações alimentares e comportamentos de risco. Por outro lado, conteúdos voltados à diversidade e positividade corporal apresentaram efeitos protetores. Conclusão: as redes sociais exercem influência significativa sobre a percepção corporal dos jovens, podendo impactar negativamente a saúde mental e comportamental.