TCC2021

RELAÇÃO ENTRE O DESMAME PRECOCE E A INCIDÊNCIA DE DOENÇAS RESPIRATÓRIAS (ESPECIALMENTE ASMA) NA INFÂNCIA

Dados do documento

Autor(es)
Bárbara Barboni Macedo Rosa; Priscila Estefânia Gomes Pereira
Orientador(es)
Suelen Martins Perobeli
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2021
Data de publicação
22 de julho de 2024
Nome do curso
Medicina
Palavras-chave
Desmame precoce. Doenças respiratórias. Asma e IgA.

Resumo

A importância do aleitamento materno é incontestável. Diversos estudos demonstram sua relevância nutricional, para o crescimento da criança, mas também em relação à proteção contra o desenvolvimento de doenças respiratórias, incluindo a asma. Essa se caracteriza pela hiperresponsividade através de respostas inflamatórias das vias aéreas levando a quadros de sibilos, tosse e dispneia sendo a 3° causa de internação no SUS em crianças. Desta maneira, é importante o estímulo ao aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade, conforme preconizado pela OMS. Neste sentido, o objetivo deste trabalho é apresentar uma revisão bibliográfica qualitativa e quantitativa relacionando o impacto do desmame precoce na incidência de doenças respiratórias na infância. Para a análise quantitativa dos dados, foram eleitos alguns “termos-chave” de busca no banco de dados Pubmed. Os termos utilizados se referem ao número de trabalhos que associam o aleitamento materno, e desmame precocecom o aparecimento de doenças respiratórias, especialmente asma. Na análise qualitativa, foram avaliados os títulos e resumos dos artigos encontrados e selecionados os que melhor se aplicavam à temática em questão. Após a análise da bibliografia foram selecionados 14 artigos a partir dos quais relacionou-se o acometimento da asma em relação ao desmame precoce. Apesar de não ser possível concluir a relação direta entre amamentação e a diminuição na ocorrência de asma, sabe-se que o maior tempo de amamentação e leva a diminuição dos episódios de sibilo. Avaliando a relação entre IgA e doenças respiratórias no PubMed, observou-se um aumento nas publicações em 2020 e 2021 correlaciona com o início dos estudos sobre o a doença COVID-19, que essencialmente é uma doença do trato respiratório. Muitos trabalhos encontrados relacionam a imunoglobulina IgA como importante componente preventivo para doenças respiratórias, especialmente asma. Este dado é bastante relevante, uma vez que o leite materno possui altas concentrações de IgA. Diante dos estudos analisados, concluímos que existe uma relação entre o aleitamento materno e o menor risco de asma, o que ainda não se explica é o mecanismo, provavelmente porque a relação não é direta. A amamentação induz melhora na resposta imunológica no bebê, por meio das citocinas e a imunoglobulina A, associado a um menor risco de o paciente desenvolver infecções ou se sensibilizar a um agente desencadeante da asma. Enfatiza-se então que a o aleitamento materno seja sempre estimulado, uma vez que apresenta inúmeros benefícios de curto e longo prazo para a saúde materno-infantil.