RELAÇÃO ENTRE SAÚDE MENTAL E CIRURGIA ESTÉTICA E REPARADORA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
Dados do documento
Resumo
A cirurgia plástica (estética e reparadora), modalidade operatória que
pode alterar estruturas e funções normais ou anormais do organismo do paciente, e
que ao depender do desfecho pode implicar em repercussões orgânicas e psíquicas
no indivíduo. Este estudo objetiva avaliar a influência da cirurgia plástica estética e
reparadora na saúde mental do indivíduo. Método: Trata-se de uma revisão
sistemática de registros científicos da literatura, mediante utilização dos descritores
“Cirurgia Plástica”, “Saúde mental” e “Procedimentos Cirúrgicos Reconstrutivos” nas
plataformas de busca SciELO, Lilacs e PubMed, durante os meses de julho a
dezembro de 2020, orientada pela questão norteadora: A cirurgia estética e
reparadora contribui para uma boa saúde mental? Sendo aplicados os critérios de
inclusão e exclusão dos registros, foram eleitos 19 artigos e, a partir disso, foram
estabelecidos os níveis de evidência. Resultados: Após aplicação dos critérios de
exclusão, 19 artigos foram eleitos para compor o copus do estudo. Em ordem
decrescente destacam-se como sítios cirúrgicos a região mamária, genital, facial,
torácica, nasal e cervical, onde 84,2% dos estudos relataram resultados positivos
sobre o impacto da cirurgia plástica na saúde mental do paciente. Os procedimentos
cirúrgicos com desfecho positivo se mostram bastante importantes na melhoria da
autoaceitação, da autoimagem, da autoestima e do bem-estar em geral, da ideia de
aceitação pelo meio social na qual o paciente está inserido, entre outros, que
possibilitam uma melhoria da qualidade de vida e da saúde mental. Conclusões: Os
estudos avaliados demonstram que a cirurgia plástica pode repercutir positivamente
sobre a saúde do paciente, porém desde que o desfecho seja positivo.