TCC2019

RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE DURANTE A ENTREVISTA CLÍNICA: PERCEPÇÃO DO SURDO

Dados do documento

Autor(es)
Carolina Lustosa de Medeiros; Samuel Borges Arantes; Yndri Frota Farias Marques
Orientador(es)
Any Carolina Cardoso Guimarães Vasconcelos
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2019
Data de publicação
16 de novembro de 2019
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Atenção à Saúde. Barreiras Comunicacionais. Língua de Sinais. Relação Médico-Paciente. Surdez.

Resumo

Objetivo: Analisar a percepção do paciente surdo nos entraves existentes na relação médico-paciente durante a entrevista clínica. Métodos: Trata-se de um estudo quanti-qualitativo, de natureza aplicada com caráter de pesquisa exploratória, uma vez que utilizou o conhecimento adquirido para aplicação na sociedade. O método de análise empregado nessa pesquisa foi o de Bardin. Foram entrevistados surdos maiores de 18 anos, do sexo masculino e feminino, com diagnóstico de surdez severa comprovado por laudo médico e que fazem uso da Língua de Sinais para se comunicar. Além disso, as entrevistas foram gravadas em vídeo e posteriormente analisadas pelos pesquisadores. Trata-se de um estudo quantiqualitativo de natureza aplicada. Resultados: Oito surdos foram entrevistados, sendo dois homens e seis mulheres. Os surdos responderam doze questões referentes as suas percepções e sentimentos. Com relação às respostas, observouse que todos os pacientes costumam ir acompanhados ao médico, pois não conseguem comunicar-se. Além disso, os sentimentos prevalentes durante o atendimento foram tristeza, medo e insegurança. Conclusão: A relação médicopaciente é proveitosa quando existe uma comunicação em que ambas as partes se compreendem. Reconhecer o contexto social dos surdos perante a sociedade, auxiliaria os médicos a entenderem a real situação dos pacientes com surdez e promoveria a redução da barreira comunicacional imposta aos mesmos, com consequente diminuição dos sentimentos negativos presentes durante a consulta. Portanto, é imprescindível que os médicos dominem e se comuniquem em Língua de Sinais, a fim de que haja vinculo e garantia de um atendimento onde os princípios de universalidade, equidade e integralidade sejam efetivados.