RENDA FIXA NO BRASIL: SEGURANÇA, RENTABILIDADE E SEUS IMPACTOS NO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, DESIGUALDADE E POLÍTICAS PÚBLICAS (2015–2024)
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Resumo
O presente trabalho analisa o mercado de renda fixa no Brasil sob uma dupla ótica: a da eficiência financeira para o investidor e a dos seus impactos estruturais no desenvolvimento socioeconômico. A pesquisa investiga como a predominância de taxas de juros reais elevadas e a busca por segurança afetam a alocação de capital das famílias e, simultaneamente, influenciam o financiamento de políticas públicas e a desigualdade de renda. Por meio de uma abordagem exploratória e descritiva, fundamentada em dados do IBGE, IPEA, Banco Central e Banco Mundial (2015-2024), e alicerçada em teóricos como Assaf Neto, Celso Furtado, Thomas Piketty, Amartya Sen e Joseph Stiglitz, o estudo demonstra que a renda fixa atua como um mecanismo eficiente de proteção patrimonial individual. Contudo, evidencia-se que sua primazia estrutural gera um efeito de crowding out sobre o investimento produtivo, pressiona o orçamento estatal e, ao remunerar excessivamente o capital em detrimento do trabalho, contribui para a concentração de renda e o subfinanciamento de áreas vitais como saúde e educação.