TCC2024

REPENSANDO A CATEGORIA SOCIAL “MORTE” SOB A ÓTICA BIOMÉDICA: UM ESTUDO COMPARATIVO EM ESPECIALIDADES MÉDICA

Dados do documento

Autor(es)
Caroline Ramos Rangel Ferreira
Orientador(es)
Annabelle Modesto Vargas
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
04 de julho de 2024
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Itaperuna
Palavras-chave
“Morte”. “Especialidades Médicas”. “Conforto do Paciente”. “Capacitação Acadêmica”.

Resumo

A “morte” é um fenômeno complexo que faz parte do dia a dia de diversos profissionais da saúde. Para entendê-la são necessários diversos fatores, uma vez que geram impactos significativos na prática clínica. O presente estudo, de caráter qualitativo, teve como principal objeto estudar a percepção de “morte” sob a ótica biomédica nas diferentes especialidades médicas. A pesquisa foi constituída de seis médicos do município de Itaperuna-RJ, por meio de entrevistas semiestruturadas que exploravam as experiências pessoais, acadêmicas e profissionais acerca da terminalidade da vida. Foi utilizada a técnica bola de neve para selecionar os profissionais, com abordagem voltada para entender questões delicada e compreender as experiências individuais. Os resultados mostram que a morte, na maior parte dos casos, é abordada de maneira técnica pelos profissionais, sendo vista como frustração e fracasso. Também foi visto que os valores sociais, culturais e religiosos estão fundados nos médicos sob as significações associadas à morte, o que impacta na trajetória pessoal e profissional do médico, bem como durante sua formação acadêmica. Tais fatores influenciam na maneira de como os profissionais lidam com a vivência destas últimas etapas da vida dos seus pacientes. Ademais, os resultados revelam que a abordagem do cuidado paliativo, em algumas vezes é colocado em segundo plano, uma vez que a falta de preparo médico em lidar com a terminalidade acarreta em ações de prolongamento da vida, com o intuito de mitigar sentimentos como frustração e derrota. Portanto, o estudo revelou uma dificuldade dos profissionais médicos em abordar a morte, o que resulta da falta de preparação na formação acadêmica e de uma abordagem empática, fatores que refletem na comunicação e na autonomia dos pacientes no fim de vida.