REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DO ENVELHECIMENTO ATIVO ELABORADAS POR IDOSOS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA.
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Resumo
A população idosa cresce de modo acelerado no Brasil e no mundo. Desde a segunda metade do século passado, o envelhecimento é um fenômeno confirmado por números que seguem ganhando cada vez mais destaque em diversos setores sociais. O estudo tem como objetivos: caracterizar os participantes do estudo quanto às condições sociodemográficas; apreender as representações sociais do envelhecimento ativo elaboradas por idosos da Estratégia Saúde da Família; analisar como as representações sociais de idosos sobre envelhecimento ativo influenciam na sua condição de saúde; elaborar uma cartilha sobre o envelhecimento ativo. Para embasamento do estudo, foram feitas considerações acerca da temática, enfocando a problemática do envelhecimento ativo, a política nacional de atenção ao idoso e Estratégia Saúde da Família, e delimitou-se a Teoria das Representações Sociais enquanto referencial teórico de apoio à investigação. Trata-se de um estudo de natureza descritiva e exploratória cuja produção de dados foi realizada por meio de entrevista semiestruturada com 71 idosos que residem em Teresina – Piauí. Os dados foram processados no software IRAMUTEQ e analisados pela Classificação Hierárquica Descendente. Os resultados analisados demonstraram 44% de idosos do sexo feminino, com 27% entre 60 e 65 anos e 38% casados. Quanto às classes: Classe 3: É bom envelhecer ao sentir-se jovem – os idosos revelaram representações de jovialidade; Classe 2: Envelhecimento ativo como estratégia de saúde: exercício físico, alimentação saudável, acompanhamento médico e trabalho – demonstra o papel de protagonista do idoso; Classe 4: Deus e fé como sustentação e Classe 1: Convívio Familiar – Observou-se nesta classe a associação com atividades realizadas no âmbito familiar, em torno da organização do lar, lazer e cuidado. Os resultados evidenciaram que as representações sociais dos participantes da pesquisa são de que o envelhecimento ativo depende primariamente do convívio familiar, por meio de atividades como lazer, cuidado, organização da rotina doméstica. A fé e a religiosidade sustentam o envelhecimento e servem como fortalecimento para que o idoso sinta-se disposto, bem-humorado e, ao mesmo tempo, disponível para o autocuidado e para o envelhecimento ativo. Tais representações trazem implicações para as políticas públicas em saúde quanto ao planejamento e ao desenvolvimento de ações voltadas para o idoso. Com base nos resultados e análise do estudo, apresenta-se como produto, uma cartilha para os idosos, intitulada: Como envelhecer bem?