RESISTÊNCIA BOTULÍNICA: FATORES DE RISCO E ESTRATÉGIAS PARA MINIMIZAÇÃO
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Resumo
A toxina botulínica é amplamente empregada em tratamentos terapêuticos e estéticos devido à sua ação no bloqueio da liberação de acetilcolina, promovendo relaxamento muscular temporário. Contudo, o uso repetitivo pode gerar resistência imunológica, caracterizada pela produção de anticorpos neutralizantes (NAbs) que comprometem a eficácia dos tratamentos. Este trabalho teve como objetivo revisar os fatores de risco associados a essa resistência e apresentar estratégias para sua minimização. A metodologia utilizada foi uma revisão integrativa da literatura, com busca em bases científicas renomadas, contemplando artigos publicados nos últimos quinze anos. Os resultados indicaram que doses elevadas, intervalos curtos entre aplicações, formulações com proteínas complexantes, técnicas inadequadas e reaplicações frequentes são fatores que aumentam o risco de resistência. Para minimizar esse problema, destacam-se o uso de formulações purificadas, respeito aos intervalos recomendados, administração da menor dose eficaz e capacitação dos profissionais. A conclusão reforça a importância de protocolos baseados em evidências para otimizar a segurança e a eficácia dos tratamentos, reduzindo a incidência de resistência, melhorando a qualidade dos procedimentos e promovendo a saúde dos pacientes. Este estudo contribui para o aprimoramento das práticas clínicas e para a conscientização sobre o uso racional da toxina botulínica