TCC2026

RESULTADOS FUNCIONAIS DA CONTINÊNCIA URINÁRIA EM PACIENTES SUBMETIDOS A DIFERENTES ABORDAGENS CIRÚRGICAS DE PROSTATECTOMIA RADICAL: REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Giovana Guimarães Lima Benvindo; João Pedro de Araújo Carvalho Farias; Ludemir Lima Bonfim Neto
Orientador(es)
Antonielly Campinho dos Reis
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
08 de setembro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Prostatectomia radical. Continência urinária. Cirurgia robótica. Câncer de próstata. Resultados funcionais.

Resumo

A prostatectomia radical constitui uma das principais modalidades terapêuticas para o câncer de próstata localizado. Apesar de sua relevância no controle oncológico, a incontinência urinária pós-operatória permanece como uma complicação funcional importante, com impacto direto na autonomia, autoestima, vida social e qualidade de vida dos pacientes. Este estudo teve como objetivo analisar os resultados funcionais da continência urinária em pacientes submetidos a diferentes abordagens cirúrgicas de prostatectomia radical, com ênfase na comparação entre as técnicas aberta, laparoscópica e assistida por robô. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, estruturada pela estratégia PICOS, com buscas realizadas entre março e maio de 2026 nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Biblioteca Virtual em Saúde e Cochrane Library, considerando publicações entre 2015 e 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram sintetizados 11 estudos, organizados conforme a abordagem cirúrgica e as estratégias técnico-funcionais avaliadas. Os achados indicaram que a abordagem aberta permanece efetiva, sobretudo em séries com seguimento prolongado, enquanto a laparoscópica apresentou desempenho funcional favorável em comparação à via aberta em alguns cenários. A prostatectomia radical assistida por robô mostrou maior potencial para acelerar a recuperação precoce da continência urinária, especialmente quando associada a estratégias de preservação anatômica, como preservação máxima do comprimento uretral e preservação bilateral dos feixes neurovasculares. Entretanto, as diferenças em longo prazo entre as abordagens tendem a ser menos expressivas, sendo influenciadas por fatores como idade, experiência do cirurgião, definição adotada de continência, tempo de seguimento e protocolos de reabilitação. Conclui-se que a escolha da abordagem cirúrgica deve ser individualizada e considerar não apenas a tecnologia disponível, mas também fatores clínicos, anatômicos, institucionais e funcionais envolvidos no cuidado ao paciente.