RESULTADOS FUNCIONAIS DA CONTINÊNCIA URINÁRIA EM PACIENTES SUBMETIDOS A DIFERENTES ABORDAGENS CIRÚRGICAS DE PROSTATECTOMIA RADICAL: REVISÃO INTEGRATIVA
Dados do documento
Resumo
A prostatectomia radical constitui uma das principais modalidades terapêuticas para o câncer de próstata localizado. Apesar de sua relevância no controle oncológico, a incontinência urinária pós-operatória permanece como uma complicação funcional importante, com impacto direto na autonomia, autoestima, vida social e qualidade de vida dos pacientes. Este estudo teve como objetivo analisar os resultados funcionais da continência urinária em pacientes submetidos a diferentes abordagens cirúrgicas de prostatectomia radical, com ênfase na comparação entre as técnicas aberta, laparoscópica e assistida por robô. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, estruturada pela estratégia PICOS, com buscas realizadas entre março e maio de 2026 nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Biblioteca Virtual em Saúde e Cochrane Library, considerando publicações entre 2015 e 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram sintetizados 11 estudos, organizados conforme a abordagem cirúrgica e as estratégias técnico-funcionais avaliadas. Os achados indicaram que a abordagem aberta permanece efetiva, sobretudo em séries com seguimento prolongado, enquanto a laparoscópica apresentou desempenho funcional favorável em comparação à via aberta em alguns cenários. A prostatectomia radical assistida por robô mostrou maior potencial para acelerar a recuperação precoce da continência urinária, especialmente quando associada a estratégias de preservação anatômica, como preservação máxima do comprimento uretral e preservação bilateral dos feixes neurovasculares. Entretanto, as diferenças em longo prazo entre as abordagens tendem a ser menos expressivas, sendo influenciadas por fatores como idade, experiência do cirurgião, definição adotada de continência, tempo de seguimento e protocolos de reabilitação. Conclui-se que a escolha da abordagem cirúrgica deve ser individualizada e considerar não apenas a tecnologia disponível, mas também fatores clínicos, anatômicos, institucionais e funcionais envolvidos no cuidado ao paciente.