REVISÃO LITERÁRIA - MANEJO DO PACIENTE COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA CLÍNICA ODONTOPEDIÁTRICA
Dados do documento
Resumo
O atendimento de pacientes especiais ocorre com frequência na clínica odontopediátrica e devido a isso, o cirurgião dentista deve estar apto para o manejo das técnicas de atendimento. O paciente autista, por exemplo, devido a suas limitações afetivas, sociais e cognitivas, tende a colaborar pouco ou quase nada durante os procedimentos odontológicos. Objetivo: Apresentar técnicas efetivas de manejo do comportamento utilizadas pelos odontopediatras em pacientes autistas. Metodologia: Foram analisados artigos científicos que apresentaram técnicas de sucesso durante o atendimento em pacientes autistas e foram identificados quais os melhores tratamentos por meio da análise desses artigos científicos. Após essa etapa as técnicas mais apropriadas para o manejo desses pacientes foram descritas. A metodologia utilizada foi uma revisão de literatura narrativa realizada por meio da análise de artigos publicados nas bases eletrônicas de dados Medline, Lilacs, SciELO e PubMed. Dessa forma, abordamos as técnicas de manejo do paciente autista pelo cirurgião-dentista demonstrando a importância deste processo para o sucesso no tratamento odontológico. Resultados: Essa revisão foi composta por 25 artigos científicos, selecionados pelo critério de inclusão previamente estabelecidos. Discussão: Sabe-se que há uma carência de profissionais capacitados para atender a população de pacientes com necessidades especiais, principalmente com TEA (Transtorno do Espectro Autista). Para que a visita da criança com transtorno do espectro autista ao cirurgião dentista tenha sucesso, é preciso que a consulta seja realizada da melhor maneira possível, e que toda a equipe, desde a recepcionista até ao Cirurgião Dentista e assistente, devam estar cientes de como trabalhar com estes pacientes. Assim, desde o início até ao fim da consulta é necessário lidar com técnicas e estratégias que possam auxiliar no controle do paciente autista e que torne a consulta mais confortável para todos que estão ali e que se tenha sucesso no tratamento. Algumas das técnicas mais utilizadas são: Dizer-Mostrar-Fazer, técnica de dessensibilização, de controle de voz, análise comportamental aplicada (ACA), reforço positivo e pedagogia visual, além de técnicas para adequar o paciente com hipersensibilidade sensorial, e aos que não são adeptos ao toque, a técnica de estabilização de proteção, sedação consciente e a anestesia geral como último caso Conclusão: Entender as características desse paciente, assim como suas comorbidades, é fundamental para se que tenha sucesso no tratamento odontológico. Cada paciente é único e possui suas limitações. Portanto, aprender as técnicas corretas e efetivas de manejo para este perfil de paciente é essencial para que os procedimentos sejam feitos com segurança e que se tenha sucesso na realização do tratamento. Além disso é uma forma de inclusão e atenção a esta demanda que muitos profissionais recusam-se a atender por medo, insegurança ou falta de informação.