REVISÃO SISTEMÁTICA SOBRE O O NOJO: UMA EMOÇÃO RELEGADA
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Resumo
Grande parte dos estudos sobre emoções dão mais atenção ao medo e raiva. Atualmente, estudos sobre a tristeza também tem se ampliado e durante muito tempo o estudo do nojo foi bastante negligenciado, se comparado a outras emoções. A literatura sobre o nojo, embora tímida, tem aumentado, contudo, em sua grande maioria, em países de língua inglesa. No Brasil ainda são raras as publicações sobre esta emoção. Assim, a presente pesquisa tem como objetivo realizar uma Revisão Sistemática em conjunto com a estatística descritiva sobre o nojo de forma a apresentar a situação os estudos sobre esta emoção básica em língua inglesa, mais especificamente, na base de dados escolhida a PubMed da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos. A partir dos 32 textos selecionados pode-se observar que a maioria dos estudos sobre o nojo se concentram na neurociência comportamental e cognitiva e concentram-se na relação desta emoção com fobias, muito embora tenha aumentado a quantidade de pesquisas sobre a relação entre nojo e o preconceito e/ou comportamentos conservadores. Observou-se também que esta emoção está vinculada a muitos transtornos mentais e que a falta de compreensão sobre o nojo, especialmente a respeito de como ele influencia o comportamento, pode se tornar uma barreira à intervenção terapêutica, tanto para psicopatologias quanto para comportamentos preconceituosos. Em resumo, observa-se que mais pesquisas são necessárias no que se refere ao funcionamento do nojo, especialmente quanto às áreas específicas do cérebro responsáveis pela emoção e como ela pode se relacionar com diversas especificidades comportamentais do ser humano.