TCC2024

RISCO DE ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO NA ANEMIA FALCIFORME-MECANISMOS E PREVENÇÃO

Dados do documento

Autor(es)
Maria Clara Silva Fraga; Maria Luísa Gonçalves Pires Ferreira
Orientador(es)
Larissa Mirelle de Oliveira Pereira
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
20 de fevereiro de 2025
Nome do curso
Medicina
Palavras-chave
Anemia falciforme. Acidente vascular encefálico. Biomarcadores. Fisiopatologia. Prevenção.

Resumo

A Anemia Falciforme (AF) é uma doença hereditária caracterizada pela produção de hemoglobina anômala (HbS), que leva a alterações estruturais nas hemácias, afetando sua função e promovendo obstruções microvasculares. Pacientes com AF apresentam maior risco de desenvolver Acidente Vascular Encefálico (AVE), complicação grave que contribui significativamente para a morbidade e mortalidade, especialmente em crianças e adolescentes. Estudos destacam uma complexa interação de fatores fisiopatológicos e genéticos na predisposição ao AVE, sugerindo a necessidade de estratégias de diagnóstico precoce e prevenção. OBJETIVO: Este estudo visa analisar as evidências científicas sobre a relação entre Anemia Falciforme e o risco de AVE, com ênfase em fatores epidemiológicos, mecanismos fisiopatológicos e estratégias diagnósticas que auxiliem na identificação precoce dos indivíduos em risco. METODOLOGIA: Realizou-se uma revisão narrativa da literatura nas bases de dados Medline, Lilacs e Portal Regional da BVS, limitando-se a artigos publicados entre 2019 e 2024. Utilizaram-se descritores controlados para buscar estudos que explorassem os fatores de risco, biomarcadores, complicações cerebrovasculares e estratégias de manejo de pacientes com AF. RESULTADOS: Foram incluídos estudos que evidenciam a contribuição de fatores como a hemólise crônica, disfunção endotelial, polimerização da HbS e mutações genéticas para o risco de AVE. Estratégias de monitoramento, como o Doppler transcraniano, são discutidas quanto à sua eficácia no rastreamento de pacientes pediátricos em risco. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A abordagem multidisciplinar é fundamental para o manejo do risco de AVE em AF, incluindo o uso de biomarcadores e exames de imagem que possibilitem intervenções precoces e prevenção de sequelas neurológicas graves.