RODÍZIO DE OPIOIDES EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Dados do documento
Resumo
Objetivo: Investigar a literatura acerca dos fatores que influenciam na rotação de opioides em Unidades de Terapia Intensiva. Método: Revisão Integrativa da Literatura. O levantamento dos dados ocorreu nas bases de dados Pubmed LILACS. Os descritores que foram utilizados como estratégia de busca estão registrados nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCs) e no Medical Subject Headings Section (MeSH) da seguinte forma: “opioide”, “unidade de terapia intensiva”, “dor” e “manejo”. As palavras-chave foram ainda utilizadas no idioma inglês da seguinte forma: “opioid”, “intensive care unit”, “pain” and “management”. Todos os termos foram pareados com a utilização do operador booleano AND. Resultados: Foram selecionados um total de sete estudos, sendo o mais antigo publicado no ano de 2000 e o mais recente no ano de 2021. Discussão: A terapia farmacológica com opioide para dor aguda ou crônica exige que seja realizada uma individualização da dose para que seja possível a identificação do equilíbrio adequado entre a analgesia e os efeitos colaterais. A rotação os opioides, ou seja, a mudança planejada do da substância para um outro é uma estratégia que se inicia com a seleção de uma dose segura, implementando a troca em uma dose inicial que não resulte em abstinência e em efeitos adversos. Considerações finais: A rotação de opioides é uma prática que deve ser implementada em unidades de cuidados intensivos para reduzir os eventos adversos associados à utilização das substâncias, melhorar a analgesia, melhorar a hemodinâmica do paciente e o manejo em geral da terapêutica instituída. Para que seja realizada a rotação, são considerados fatores como a disponibilidade do medicamento, custos, possibilidade de desenvolvimento da síndrome da má absorção, abuso da droga, preferência ou necessidade de via de administração diferente, fraca eficácia mesmo em titulações agressivas de dose e ainda, a ocorrência de efeitos colaterais. A adesão a protocolos de rotação de opioides reduziu a síndrome da abstinência, o tempo de infusões intravenosas contínuas da maioria dos medicamentos analgésicos e o tempo de permanência em unidade intensiva.