SAÚDE MENTAL DE MÉDICOS EM UNIDADES DE PRONTO ATENDIMENTO EM UMA CAPITAL DO NORDESTE BRASILEIRO
Dados do documento
Resumo
Objetivo: Avaliar os níveis de estresse, ansiedade e depressão em médicos que atuam em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de uma capital do nordeste brasileiro. Métodos: Estudo transversal, com abordagem quantitativa, conduzido conforme as recomendações do STROBE. Participaram 64 médicos de três UPAs na Capital do Piauí. Os dados foram coletados por meio de questionário sociodemográfico, laboral e Escala de Depression Anxiety Stress Scales – 21 (DASS-21). As análises incluíram estatística descritiva e teste t student. Resultados: A amostra foi composta predominantemente por mulheres (51,6%), com idade média de 31,8±10,2 anos e elevada carga horária semanal (49,8±24,6h). O aumento de peso (45,3%), dor muscular (39,1%) e irritabilidade (37,5%) foram as alterações de saúde mais frequentes. O uso de antidepressivos foi relatado por 18,8% dos participantes. A prática de atividade física associou-se a menores escores de depressão (p=0,03). O trabalho em duas ou mais UPAs correlacionou-se com maiores escores de depressão (p=0,006) e ansiedade (p=0,044). Conclusões: Os médicos das UPAs investigadas apresentam importante comprometimento da saúde mental, com destaque para sintomas depressivos e ansiosos. A sobrecarga laboral, especialmente o trabalho em múltiplas unidades, configura-se como fator de risco relevante, enquanto a prática de atividade física demonstrou efeito protetor. Estratégias institucionais voltadas à promoção da saúde mental desses profissionais são necessárias.