TCC2026

SAÚDE MENTAL DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO: QUANDO AS DEMANDAS EMOCIONAIS SÃO INEVITÁVEIS

Dados do documento

Autor(es)
Bruno Leonardo Almeida Viana; Gabriel de Vasconcelos Pessoa Ribeiro; Waléria Carvalho Oliveira
Orientador(es)
Francisco Valmor Macedo Cunha
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
04 de maio de 2025
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Professores. Educadores. Saúde mental. Bem-estar psicológico. Estresse ocupacional.

Resumo

A saúde mental dos profissionais da educação tem se tornado um tema central nas discussões sobre qualidade de vida no trabalho, dada a crescente complexidade e exigências emocionais da profissão. Compreender como essas demandas impactam o bem-estar dos docentes é fundamental para o desenvolvimento de políticas e práticas que promovam ambientes educacionais mais saudáveis e sustentáveis. Nesse contexto, o presente estudo analisou o impacto das demandas emocionais na saúde mental dos profissionais da educação, destacando a evolução histórica do cuidado com a saúde dos trabalhadores, que passou da medicina do trabalho à valorização do bem-estar integral. A pesquisa evidenciou que fatores como carga horária extensa, turmas superlotadas, conflitos, falta de autonomia e baixa motivação contribuem significativamente para o adoecimento psíquico dos docentes. Por meio de uma revisão integrativa qualitativa e quantitativa, foram analisados 14 estudos selecionados nas bases PubMed, Lilacs, MEDLINE E SciELO, com foco em saúde mental, bem-estar psicológico e estresse ocupacional. Os resultados apontaram alta prevalência de condições como estresse, burnout, ansiedade, depressão, sofrimento psicológico e conflitos entre vida pessoal e profissional. As principais estratégias de enfrentamento identificadas incluem mindfulness, fortalecimento da resiliência, suporte social e intervenções psicossociais digitais. No contexto brasileiro, destacam-se as condições laborais precárias, como baixos salários e sobrecarga de trabalho, como fatores agravantes para o adoecimento dos professores, enquanto em países desenvolvidos há maior investimento em políticas de cuidado emocional e equilibrio entre vida profissional e pessoal. Conclui-se que a promoção da saúde mental docente exige políticas institucionais integradas que considerem tanto ações preventivas quanto intervenções terapêuticas. Além disso, é fundamental que sejam implementadas mudanças estruturais no ambiente de trabaho dos professores, especialmente no Brasil, a fim de mitigar os efeitos nocivos das demandas emocionais inevitáveis da profissão e promover o bem-estar e a qualidade de vida desses profissionais.