SAÚDE NAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS-A PRÁTICA DO ENFERMEIRO
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Resumo
Este trabalho explora a saúde das comunidades quilombolas, destacando sua importância histórica e cultural, além dos desafios enfrentados na assistência à saúde. A palavra "quilombo" tem suas origens nos povos bantus e, ao longo do tempo, passou a designar locais de abrigo e resistência para negros fugidos da escravidão. Com cerca de 1,3 milhão de pessoas quilombolas no Brasil, a pesquisa concentra-se na Comunidade do Palmital, em Minas Gerais, analisando suas condições de saúde, especialmente a prevalência de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, exacerbadas pela falta de acesso a serviços de saúde adequados. Utilizando uma abordagem metodológica de revisão integrativa e estudo de caso, foram coletados dados por meio de entrevistas com moradores, revelando um significativo desconhecimento sobre doenças crônicas e a influência das condições socioeconômicas na saúde. A pesquisa enfatiza a necessidade de políticas públicas que considerem as especificidades culturais e sociais dessas comunidades e sugere a implementação de programas de educação em saúde que promovam um diálogo entre saberes tradicionais e conhecimentos científicos. Osresultados ressaltam a urgência de ações afirmativas que garantam acesso equitativo à saúde, visando melhorar a qualidade de vida dos quilombolas e promover um atendimento que respeite suas práticas culturais.