SEMICARBAZONAS COMO INIBIDORAS DE ENTRADA DO SARS-COV-2 EM CÉLULAS HOSPEDEIRAS: UM ESTUDO EXPERIMENTAL
Dados do documento
Resumo
Os números elevados de COVID-19 evidenciam a necessidade de identificar e desenvolver novos compostos com ação antiviral eficaz e segura contra o SARS-CoV-2. O estudo investiga a atividade antiviral e a segurança dos compostos Semicarbazona-ISATINA e Semicarbazona- ISAPROP, avaliando sua capacidade de inibir a replicação do SARS-CoV-2 e seus efeitos imunológicos, utilizando variadas concentrações dos compostos, em diferentes linhagens celulares (Vero E6, THP-1, H1299 e HepG2). Os resultados do ensaio de plaque sugerem que os compostos ISATINA e ISAPROP apresentaram atividade antiviral contra a variante Cepa A nos MOIs 0,6 (100%, 99,9%), 0,06 (100%, 99,9%), 0,006 (100%, 99,9%), 0,0006 (100%, 99,9%) e 0,00006 (100%, 99,9%). Contra a variante B.1.1.33, foi observada atividade antiviral nos MOIs 0,006 (100%, 100%), 0,0006 (100%, 100%) e 0,00006 (100%, 100%). Os resultados do LDH sugerem que não houve citotoxicidade nas concentrações de ISATINA (1 μM, 5 μM, 10 μM, 20 μM) e de ISAPROP (1 μM 4 μM, 16 μM e 24 μM). Em relação aos níveis de óxido nítrico (NO), as linhagens Vero CCL81, H1299 e THP-1 apresentaram valores semelhantes ao controle negativo em todas as concentrações testadas de ISATINA e ISAPROP. Na linhagem HepG2, resultados próximos ao controle negativo foram observados nas concentrações de 1 μM e 5 μM para ISATINA e 16 μM e 24 μM para ISAPROP. Embora o ensaio de plaque ainda esteja em fase piloto, os compostos testados demonstram ação antiviral contra o SARS-CoV-2, sem citotoxicidade e ativação celular, sendo promissores para o desenvolvimento de novas estratégias antivirais.