TCC2025

SER MÃE NA UTIN

Dados do documento

Autor(es)
Isabella Ferreira Rios; Priscila Clara Cruz Mendes Lourenço
Orientador(es)
Mariela Cristina de Aguiar Costa
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
19 de março de 2026
Nome do curso
Psicologia
Palavras-chave
Existencialismo. Existencial. Neonatal.

Resumo

A maternidade, frequentemente marcada por idealizações e expectativas, sofre uma ruptura significativa diante da prematuridade e da hospitalização neonatal, impondo às mães intensos desafios emocionais e existenciais. A partir da filosofia de Martin Heidegger, conceitos como temporalidade, angústia e ser-para-a-morte são mobilizados para analisar o modo como essas mulheres ressignificam suas vivências diante da fragilidade da vida de seus filhos e da iminência constante da morte. Este artigo tem como objetivo compreender então a experiência de mães que vivenciaram a internação de seus bebês na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), analisando seus impactos emocionais e existenciais, bem como o papel das redes de apoio nesse processo. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, exploratória e fenomenológica, utilizando entrevistas narrativas semi-estruturadas com quatro mães, selecionadas por amostragem em cadeia. As entrevistas foram realizadas online, transcritas integralmente e analisadas por categorização temática. Os resultados revelaram três eixos principais: (a) sentimentos de fragilidade e vivência na UTIN, expondo sentimentos como medo da perda, culpa e impotência; (b) temporalidade alterada, angústia e Ser-para-a-morte e a UTIN, marcada pela espera e pela consciência da finitude; e (c) rede de apoio e ressignificação dentro da UTIN, evidenciando o papel da família, da espiritualidade e do acolhimento profissional. Ao ouvir essas mães, o estudo pretende contribuir para práticas mais humanizadas no contexto hospitalar e para a ampliação da compreensão da maternidade como fenômeno existencial atravessado pela vulnerabilidade, pelo cuidado e busca de sentido.