TCC2025

SERIE DE CASOS SOBRE A MALFORMAÇÃO CONGÊNITA DAS VIAS AÉREAS PULMONARES

Dados do documento

Autor(es)
Jucimar Milhomem Coelho Sobrinho; Marina Sampaio Fortes; Marta Milena Sousa Oliveira
Orientador(es)
Leonam Costa Oliveira
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
18 de janeiro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Anomalia do Sistema Respiratório. Malformações Congênitas Pulmonares. Ultrassonografia Pré-Natal. Formação Médica.

Resumo

Introdução: As Malformações Congênitas Pulmonares constituem um conjunto raro

de anomalias do desenvolvimento pulmonar fetal, geralmente detectadas entre a 7ª

e a 17ª semana de gestação. Com incidência estimada entre 1 a cada 1:1.500 a

4.000 nascidos vivos, essas condições representam um desafio diagnóstico e

terapêutico significativo. A variabilidade morfológica destas exige avaliação

cuidadosa e contínua, com papel central para a ultrassonografia morfológica fetal e,

quando necessário, a ressonância magnética. O diagnóstico precoce permite o

planejamento individualizado da conduta obstétrica e neonatal, reforçando a

importância do cuidado centrado no binômio mãe-filho. Nesse contexto, a

metodologia de série de casos se destaca como uma ferramenta valiosa na

formação acadêmica, promovendo o aprendizado baseado em situações clínicas

reais. Objetivos: Relatar e analisar três casos clínicos de MCVAP diagnosticados

durante o pré-natal, com ênfase nas manifestações ecográficas, evolução

gestacional, condutas adotadas e desfechos perinatais. O trabalho também visa

evidenciar a relevância da série de casos como recurso científico e formativo para

estudantes de Medicina e áreas afins da saúde. Metodologia: Trata-se de uma série

de casos clínicos, com abordagem descritiva e retrospectiva. Foram analisadas três

gestantes acompanhadas em um serviço de referência em medicina fetal. Foram

considerados os achados ecográficos, o índice CVR (Congenital Pulmonary Airway

Malformation Volume Ratio), a evolução clínica fetal, a conduta obstétrica e os

desfechos neonatais. A assistência foi conduzida por equipe multiprofissional

composta por obstetras, especialistas em medicina fetal, neonatologistas,

radiologistas e psicólogos. A escolha pela série de casos permite não apenas

descrever padrões clínicos e condutas efetivas, mas também desenvolver o

raciocínio clínico e a capacidade de análise crítica em contextos de alta

complexidade. Resultados e Discussão: Os três casos apresentados evidenciaram

diferentes formas de MCVAP, todas diagnosticadas entre a 18ª e a 22ª semana de

gestação. Em nenhum dos casos houve sinais ecográficos graves, como hidropisia

fetal ou desvio mediastinal relevante, o que possibilitou conduta expectante e partos

a termo. Os recém-nascidos apresentaram boa evolução clínica, com necessidade

mínima de intervenção neonatal e seguimento ambulatorial eficaz. A atuação de

uma equipe multiprofissional foi essencial para garantir tanto o monitoramento

técnico quanto o acolhimento das pacientes diante do impacto emocional causado

pelo diagnóstico. A utilização de recursos tecnológicos de imagem demonstrou-se

crucial na tomada de decisão, reforçando o papel da tecnologia no cuidado

humanizado e seguro. Conclusão: A série de casos demonstrou que o diagnóstico

precoce das MCVAP, associado a um acompanhamento clínico individualizado, uso

racional de tecnologias e atuação multiprofissional, pode garantir desfechos

perinatais favoráveis. Além disso, o estudo de casos clínicos reais representa um

recurso metodológico importante na formação de futuros profissionais da saúde,

promovendo o desenvolvimento de competências clínicas, éticas e científicas desde

a graduação.